"Sempre fomos livres nas profundezas de nosso coração, totalmente livres, homens e mulheres.
Fomos escravos no mundo externo, mas homens e mulheres livres em nossa alma e espírito."
Maharal de Praga (1525-1609)

quarta-feira, 1 de março de 2017

É PRECISO NASCER DE NOVO!
(se não entendes o que é terreno, como entenderás o divino?)

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“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (...) Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” Evangelho de João 3:3 e 12

A conversa do Messias com Nicodemos é completamente terrena. Trata de coisas da terra, da rotina das pessoas, das angustias diárias, dos desassossegos causados pela vontade de mudar. Nicodemos afirma que Jesus só fazia aqueles milagres porque DEUS estava com ele. A resposta de Jesus parece completamente sem nexo para olhos e ouvidos repletos de religião; e foi dessa forma repleta de religião que o velho Rabino a ouviu. Sua resposta irreflexiva mostra isso.

Nicodemos, igual a todos os demais religiosos de sua época, estava questionando o discurso de Jesus e seus atos milagrosos. Porém, diferente dos demais rabinos, ele foi encontrar-se com Jesus – mesmo que de forma secreta, escondido dos olhos do clero – para apresentar sua resposta às próprias questões. No texto Nicodemos não pergunta, ele responde a si mesmo na presença do Mestre. Na verdade é um pergunta disfarçada de resposta.

Jesus devolve o velho rabino à estaca zero quanto aos seus questionamentos ao responder sua resposta: “sim, mas para que ELE esteja, é necessário nascer de novo”. Acho que essa teria sido a forma respondida por Jesus.

Claro que para ensinar daquela forma, Jesus precisava da presença de DEUS; claro que para realizar os milagres que realizava, Jesus precisava da presença DIVINA. Mas para que essa PRESENÇA ocorresse foi necessário primeiro NASCER DE NOVO.

JESUS NASCEU DE NOVO!! ELE AFIRMA ISSO A NICODEMOS. ESTÁ ESCRITO!

Mas o que seria “esse” novo nascimento?

O tema tem sido debatido por diversos teólogos em todo o mundo, mas nenhuma definição tocou meu coração. Todas as definições e certezas apresentadas me parecem estranhas, divinas demais para serem alcançadas. O “novo nascimento” o qual Jesus se refere na conversa com o velho rabino é algo completamente terreno, físico, Inteligível, palpável. Então, o que seria esse “novo nascimento”?

Em uma pequena reflexão, nascemos quando estamos maduros; quando nos desconfortáveis dentro do ventre materno. Enquanto o útero não nos aperta, não nos incomoda, não temos motivos para nascer. Estamos em nossa zona de conforto. Mas quando dentro do ventre materno nossa respiração fica ofegante pelo pouco espaço; quando esse lugar de conforto se torna estreito, incômodo, nascemos. Nos acomodamos, nos retorcemos, nos esforçamos e nascemos. Há medo em nascer, não sabíamos o que havia fora da casa/útero, não fazíamos ideia que nossos pulmões iriam queimar com o ar tomando o lugar da “água”; Mas nascemos assim mesmo. Era necessário. Se não nascêssemos, morreríamos.

Nascer para não morrer.

Reproduzirei uma parte de um texto escrito pelo rabino Nilton Bonder, que deixa claro as etapas desse processo de novo nascimento.

“É fundamental mencionar que o Egito é, acima de tudo, um símbolo, por representar um lugar que ‘já foi bom’ e deixou de ser. As analogias se tornam mais interessantes ainda se reconhecermos que a etimologia hebraica da palavra Egito – mitsraim – quer dizer ‘lugar estreito’.

Todos nós deparamos com lugares que se tornam estreitos em determinado momento. Estes lugares, que outrora serviram para nosso desenvolvimento e crescimento, se tornam apenados e limitadores.

No processo de saída de um lugar estreito, temos uma descrição interessante dos fatos históricos ocorridos no relato bíblico. Segundo o mesmo, o processo de saída esbarra num limite tão real e profundo como o mar. Arrependido por ter permitido a saída dos hebreus após sofrer dez pragas diferentes, o faraó os encurrala junto ao mar. Entre o exército mais poderoso do mundo de então e o mar, os hebreus se voltam ao líder Moisés em desespero. O que fazer?

Quando resolvemos sair do lugar estreito, ocorre um processo semelhante com o corpo. O corpo não gosta de sair, de mudar. São a estreiteza e o desconforto que o convencem de que não existe outra saída. Mas para onde ir se o corpo não conhece nada diferente de si mesmo? A alma, imoral em sua proposta de desalojamento do corpo, impõe uma caminhada que para o corpo acaba por ser um enfrentamento com uma barreira aparentemente intransponível.

Como seguir rumo à ‘terra prometida’, ao futuro, se entre o presente e ela existe um fosso, um mar, absoluto. O corpo então questiona a sensatez da alma. Os portões do passado se fecham, os do futuro não estão abertos e o corpo experimenta a mais temida das sensações – o pânico de se extinguir.

Encurralados diante do mar, o povo, representativo do corpo, assume algumas posturas possíveis. De acordo com o ensinamento chassídico, existem quatro comportamentos clássicos mencionados como quatro acampamentos. Sem saber como proceder, o povo se divide em quatro acampamentos. O primeiro quer voltar, o segundo quer lutar, o terceiro quer jogar-se ao mar, o quarto se mobiliza em oração.

Como leituras da alma, essas quatro posturas representam resistências do corpo. A própria ideia de acampar é, em si, uma forma de “empacar”. Aquele que propõe o retorno reconhece o poder do lugar estreito. Esse lugar do hábito é tão poderoso que foi uma ilusão se deixar levar pelo sonho de sair. Tudo estava errado desde o início e a proposta de voltar pressupõe uma vida estreita e em conformidade com a realidade e as limitações que esta impõe.

Lutar, por sua vez, é a crença de que se poderá fazer do próprio lugar estreito um lugar mais amplo. Se o lugar estreito é poderoso para impor-se como realidade, o que resta é desafiá-lo, como se a estreiteza fosse externa e não um processo de relação entre o mundo externo e o interno. Jamais devemos esquecer que o lugar estreito um dia não o foi.

Jogar-se ao mar é a atitude do desespero. É a entrega do corpo na descoberta de que a alma propiciou um limbo insuportável em que não há mais o passado que o definia nem lhe é permitido um novo futuro que o redefina. Na busca de um novo ‘bom’, não se encontra um novo ‘correto’ e a única saída é pagar o preço de não se ter bancado o ‘correto’ do passado mesmo que o ‘bom’ fosse inadequado. Desse desespero surge a resignação de que, apesar de não se voltar ao lugar estreito, jamais se poderá atingir um novo lugar amplo.

Orar é um recurso de fazer da situação do ‘novo’ uma reprodução do lugar estreito. Numa aparente resolução das demandas da alma, o corpo exige que a realidade seja ‘compassiva’ com ele, permitindo que o novo lugar não exija dele uma nova definição de si. O novo lugar é o velho sem parecer-lhe estreito. Muitos de nossos sonhos do pós-vida se classificam nessa categoria.

A beleza da interpretação chassídica está na utilização do versículo (Ex. 14:13), que esboça a reação de Moisés, o líder e representante dos interesses da alma (o empreendedor da saída do lugar estreito): ‘E disse Moisés ao povo: (1) Não temais, ficai e vede a salvação do Eterno; (2) porque os egípcios que vedes hoje não volvereis a vê-los nunca mais; (3) o Eterno lutará por vós e (4) vós vos calareis.’

Segundo essa interpretação, temos aqui uma resposta aos quatro acampamentos. Aos que queriam se jogar no mar: ‘Não temais, ficai.’ Aos que desejavam voltar: ‘Não volvereis a vê-los nunca mais.’ Aos que se propunham a lutar: ‘O Eterno lutará por vós.’ E aos que oram: ‘Vós vos calareis.’ Nenhum dos acampamentos representa o futuro e a saída. Todos eles são variações sobre a hesitação e a vacilação. São, na realidade, a fronteira onde um corpo morre para renascer com uma mesma alma em outro corpo – do outro lado da margem.

Mas, se nenhuma dessas condutas é apropriada, qual é o caminho então? Não nos esqueçamos da realidade que interpõe um mar entre um corpo e outro. A resposta de D’us às vacilações do corpo, ou seja, resposta proveniente da fonte de toda alma e todo futuro, é igualmente decisiva e intrigante (Ex. 14:15): ‘Diga a Israel que marche.’”
Rabino Nilton Bonder - Processos de traição, A alma Imoral

É isso. “marche!”. Nasça de novo.

Para nascer de novo não precisamos voltar ao útero, e sim, deixar o lugar estreito onde estamos. Seja ele qual for.

Então, tenha coragem de deixar “seu” lugar estreito para NASCER DE NOVO, QUANTAS VEZES FOREM NECESSÁRIAS.

No próximo texto tratarei dos quatro comportamentos da vida no lugar estreito.


Deus seja conosco.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

PREFIRO CONFIAR A TER FÉ.

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É isso mesmo, prefiro CONFIAR a ter Fé. Poucas pessoas nesse universo religioso querem saber de fato a origem daquilo que creem; menos ainda, os líderes que ensinam invencionices ancestrais. Isso porque mudar dá trabalho, leva tempo, é desgastante e muitas vezes frustrante; é preciso “passar o atestado” de herege, de desviado, de blasfemo, de louco.
(...)
No entanto, outras pessoas, indo na direção contrária ao fluxo da ignorância religiosa questionam tudo lhes causa incômodo, toda e qualquer informação que lhes traga dúvida. Esses recebem a pecha de “Tomé”, os eternos duvidantes, aqueles que foram possuídos pelo “espírito maligno da dúvida”. Mas eu “pago o preço” com muito prazer.

Em 2004 escrevi um ensaio sobre a “fé”, chamado “Água da Pedra”, um trabalho que tentava mostrar que o “caminho da fé” seria feito em algumas etapas e para isso evoquei o patriarca Abraão e seu caminho, da promessa feita por DEUS até a concretizada em Jacó e seus filhos. Mas por razões que pertencem somente ao TODO PODEROSO, esse ensaio nunca saiu de uma das prateleiras da minha biblioteca – ainda em sua forma original, impresso e encadernado artesanalmente. Muito anos depois, resolvi rever o que havia escrito e percebi o quanto eu havia torcido fatos bíblicos por desconhecer a história. Então retornei aos estudos sobre a “fé”. Ei um resumo do que encontrei.

EM 300 E.C, UMA MENINA CHAMADA FÉ.
No ano de 303, aproximadamente, o imperador romano Diocleciano, em sua cruzada contra os seguidores dos ensinos de Jesus, teria invadido uma pequena vila francesa conhecida hoje por Conques. Lá, segundo relatos, os soldados do imperador teriam estuprado, torturado e assassinado uma menina de aproximadamente 13 anos, que segundo registros históricos, mesmo diante de tanta crueldade não teria negado sua confiança nos ensinos do Messias; seu nome, segundo esses mesmos relatos, era Fé. A morte da garota Fé, teria se dado em outubro daquele ano.

Outro registro sobre a menina Fé pode ser encontrado em um sitio na internet dedicado à devoção aos mártires da igreja católica, que assim relata:
“A pequena Fé, nascida em uma rica família de Agen, foi convertida ao catolicismo pelo bispo São Caprasio. Tinha 12 anos quando eclodiu a perseguição de Diocleciano. O prefeito Daciano mandou prendê-la e não conseguindo convencê-la a sacrificar aos ídolos, fez com que ela fosse colocada sobre uma chapa de ferro em brasa. Uma tempestade providencial apagou o fogo, e finalmente a pequena Fé foi decapitada. Sua vida está relatada em um poema do século XII, conhecido como “A Canção de Santa Fé”.

* O segundo relato me parece estranho, pois o catolicismo só existiu depois da unificação entre religião e estado promovida por Constantino I, depois de se fazer imperador romano.

O episódio atroz teria sido mais um entre os milhares promovidos pelos perseguidores dos discípulos de Jesus, se alguns anos depois, por meio de um édito, Constantino I decretou que todos os atos de devoção extrema seriam chamados de “FÉ”, em homenagem a menina de Conques; fato plenamente conhecido por ele, já que servira a Diocleciano como um de seus oficiais.

Depois que Constantino tornou-se imperador e afirmara ter-se convertido a religião do profeta Jesus, passou a ditar as regras religiosas e doutrinárias; Os livros Bíblicos, principalmente os compunham o Novo Testamente sofreram a interferências do imperador, possivelmente a principal delas foi que passaram a possuir em seu corpo textual o termo “fé”, no lugar do verbo confiar.

Um estudo acadêmico profundo da historicidade do Livro “Aos Hebreus” – a conhecida epístola de Hebreus –, revela que o capítulo 11 – o capítulo da fé – pode ter sido inserido depois de sua compilação final. Esse o motivo de existirem 13 capítulos e não 12.

Os relatos acima podem parecer heréticos para você, mas são verdadeiros. Fé realmente foi uma garota de 12 anos que morreu de forma brutal por sua crença nos ensinos do Messias. Hoje em Conques existe uma abadia em homenagem a ela, a Abadia de Santa Fé.

ANTES, NO DESERTO, “EMUNAH”, CONFIANÇA EM DEUS.
Não há como dissociar a crença que a religiosidade ocidental possui no Divino, dos relatos hebreus registrados no TaNaK – conhecido por nós como o Antigo Testamento – em especial os ensinos da TORAH – os cinco primeiros livros da Bíblia ocidental conhecidos como “Pentateuco”. É nesse momento histórico iniciático, no livro de Shemot – “Os Nomes” –, conhecido como o livro de Êxodos, que se encontra pela primeira vez o verbo “confiar” ou sua ação, a “confiança” – Êxodo 17:12.

O episódio relatado dos versos 8 até o 16, mostra uma batalha campal entre um rei chamado Ameleque e os hebreus. Diz o Shemot, que Moisés, o levita libertador do povo hebreu, subiu a um lugar alto de onde pudesse ser visto por todos que pelejavam; diz o texto:

“Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim. Por isso disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão. E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada.” Êxodos 17:8 a 13 (Destaque meu no verso 12)

O verso em destaque contém, na versão hebraica, a primeira referência clara do verbo “emunah”, CONFIAR. Nele, no verbo, estão registrados os atos de confiança:
a) de Moisés que obedeceu a ordem Divina;
b) de Josué, que seguiu suas ordens, e
c) do povo que confiava nele, Moisés, por ver que ele estava intercedendo por eles naquela batalha.
d) Além desses, Arão e Hur que viram a necessidade de socorrer Moisés na hora do cansaço, providenciando um assento e apoiando seus braços para que o povo continuasse vendo o ato de seu líder.

Mesmo que “emunah” – CONFIAR, tenha sido traduzida pelos primeiros teólogos como “apoiar”, essa tradução não carrega o profundo significado do verbo. “Emunah” não é apoiar , é confiar o que se faz, é: demostrar confiança tendo como base a experiência proveniente de conhecimento.

O verbo “emunah” carrega consigo a necessidade da experimentação, do conhecimento; ou seja: SÓ CONFIA, QUEM EXPERIMENTA; SÓ CONFIA QUEM CONHECE. É exatamente essa a afirmação do Apóstolo Paulo, quando estimula essa atitude aos seguidores do Messias em Roma:

“Portanto, pelo fato de sermos considerados justos diante de DEUS por causa de nossa confiança; continuamos a ter shalom com DEUS por meio de nosso senhor Jesus, o Messias. Também por meio dele, e com base em nossa confiança, obtivemos acesso à sua graça, na qual permanecemos; dessa forma, alegramo-nos com a esperança de experimentar a glória de DEUS. Mas não apenas isso: alegremo-nos também por nossas dificuldades, porque sabemos que as dificuldades produzem resistência, resistência produz caráter, e caráter produz esperança; e essa esperança não nos decepciona, porque o amor de DEUS por nós já foi derramado em nosso coração, pelo Ruach HaKodesh que nos foi outorgado.” Romanos 5:1 a 5 – Bíblia Judaica Completa.

O Apóstolo sabia do que falava.

Pena que o clero constantiniano acrescentou termos novos e mudou propositalmente muitos dos termos originais para fazer valer seus éditos, palavras gregas e latinas foram cunhadas na tentativa de santificar seu ato torpe de adulterar a Palavra. Dois dos mais comuns são os neologismos: “cristo”, originado no termo grego “cresto”, que significa “uma boa pessoa”, e “pisteus”, termo cunhado com a intenção de enraizar nas Sagradas Escrituras o nome da menina Fé, morta por seu antecessor no comando de Roma.

Tais afirmações podem ser estranhas para você, mas são verdades que modificaram totalmente minha forma de ler e observar o mover de DEUS na história.

Mas, caso você ainda esteja em dúvida quando agir com CONFIANÇA em DEUS a ter fé n’Ele, lhe proponho um teste.

Saiba que tudo que tem envolve os atos do SENHOR, é VERBO. Exemplo: ELE identifica-se a Moisés como “EU SOU ...” (verbo ser); o Messias é declarado por João como SENDO o Palavra (verbo ser); (...). Confiar é um verbo que pode ser conjugado em qualquer tempo, de qualquer modo, e por todos as pessoas. Agora, tente conjugar fé. Impossível. Fé não é conjugável por que não é verbo é nome próprio, identifica alguém e não um sentimento, uma atitude, um comportamento.

Por isso, dentre tantos outros fatores que não foram mencionados neste texto, que eu PREFIRO CONFIAR A TER FÉ.

“Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.” (II Timóteo 1:12)

Boa reflexão.

Deus seja conosco.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

“NASCEMOS PARA MUDAR O MUNDO”

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“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” Evangelho de Mateus, 5:3 a 12

A maldade humana me agride, me incomoda, me fere, me angustia. Fico admirado como tanta gente gasta tempo assistindo filmes de terror, e/ou filmes que mostram a maldade humana com tanta naturalidade. O mal existe e não preciso de filmes ou documentários para saber disso – ele vive em mim.

Sofro com a desumanidade que causa tanta desgraça aos seres da terra; me incomoda a frieza dos políticos, que sequer pensam além de seus gabinetes e/ou casas luxuosas, quando roubam descaradamente recursos públicos destinados ao bem comum; me sinto agredido pelo cinismo dos religiosos criadores de fantasias e doutrinas humanas, que se aproveitam desse povo cansado de tanto engano e que busca em congregações religiosas um refrigério e só encontra mais engano, mais desassossego, mais frustração; me revolta o sentimento de impotência diante do quadro educacional brasileiro que fecha os olhos para a realidade de uma multidão de analfabetos funcionais e abraça as estatísticas ilusórias que “mostram”, sermos um País educado. Essas mentiras me agridem.

E nesses momentos em que me sinto agredido por tanta maldade externa, me percebo odiando meus agressores e me reconheço tão desumano quanto eles. É assim que sei do mal que vive em mim (...), da mesma forma que vive em qualquer outra pessoa.
(...)
Me agarro à Palavra quase que desesperadamente e permito que Ela me abrace e me sustente com a Bondade do Eterno. Procuro transformar toda essa inquietação em criatividade, em produção do bem, em vida. Por vezes não consigo, outras vezes consigo realizar algumas coisas produtivas para a humanidade que me cerca.

Um dia, conversando com Mamãe Ruth, expus à ela esses meus momentos de angustia e ela me disse calma e segura: “filho, eu também me sinto assim as vezes, mas nascemos para mudar o mundo e sem essa angustia não saberíamos o que mudar.”. Nunca esqueci, e quando me sinto assim, como hoje, incomodado com a desumanidade, eu lembro do dito da minha sábia Mãe: “nascemos para mudar o mundo.”

É isso.

Deus seja com todos nós.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

CADA UM ORE SOZINHO, EM SI MESMO.

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O dilema do sofrimento humano tem levado muitas pessoas aos extremos. Umas revoltam-se contra DEUS por não aceitarem que ELE, sendo bom, permita que “coisas ruins aflijam pessoas boas” se posicionam-se num extremo de desilusão e de revolta; manifestam esses sentimentos entregando-se ao estado de degradação; muitas vezes violentos ou extremamente debochados, distanciam-se da Paz. Outras, pelo mesmo motivo, enterram-se em afazeres religiosos penitentes como se soubessem que a “coisa ruim” que lhes causa o sofrimento é merecida; passam a viver uma vida sôfrega e desgostosa, insípida, insignificante, (...), distanciam-se também da Paz.
(...)
A Paz está no meio do caminho, longe dos extremos, pois neles, estão as multidões de revoltados certinhos e de devotos erradinhos. A Paz é o ponto de equilíbrio entre esses sentimentos/comportamentos extremos. É o que nos ensina o Livro Eclesiastes (7:16 a 18).
(...)
JESUS, no capítulo 6 do Evangelho de Mateus, nos versos 5 a 7 diz que a prece, a reza, a oração, a conversa com o PAI deve ser solitária, quieta, sem alardes, sem plateia; uma prática “mano-a-mano” com DEUS; você e ELE somente. Mas qual o motivo?

Acho que a razão para o MESTRE ter aplicado esse ensinamento está intimamente relacionada com os Livros da VERDADE – EMeT – , Jó, Provérbios e Salmos (nessa ordem de leitura, como já expliquei em publicação anterior), mais precisamente relacionada com o Livro do Jó. O início da caminhada/leitura em busca da VERDADE.

“1 HAVIA um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal.
2 E nasceram-lhe sete filhos e três filhas.
3 E o seu gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; eram também muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente.
4 E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles.
5 Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente.”
Jó 1:1 a 5

A firmeza sutil da afirmação encontrada nesse texto me assusta: JÓ NÃO PERMITIA QUE SEUS FILHOS PEDISSEM PERDÃO POR POSSÍVEIS PECADOS CONTRA O TODO PODEROSO. Ele fazia sacrifícios em lugar dos filhos, como se num ato de superproteção, JÓ ORAVA AO DEUS SUPREMO EM LUGAR DOS FILHOS.

Nos diálogos entre DEUS e Satan, esse fato fica aparentemente escondido dos olhos desatentos das teologias e religiões (...), mas, parece ser o centro da conversa entre PAI e filho (Jó 1:6). Outro fato que confunde e torna ignorante o entendimento sobre as tragédias ocorridas com Jó e seu sequente sofrimento é a falta de conhecimento do termo “justo” – Tzadik – , na afirmação DIVINA:

“Não há ninguém na terra é semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.”,

Parece-me estar declarada a falha de Jó. Apesar de ser reconhecidamente um homem “integro porque temia a DEUS” e “reto por desviar-se do mal”, Jó não era justo. Não deixava as coisas seguirem seu curso natural.

Mas se Jó era um homem íntegro, temente a DEUS e reto, desviava-se do mal, porque sofreu tanto? A resposta é óbvia – aos que encontram a verdade: ELE COLOCOU-SE EM LUGAR DOS FILHOS. ELE OROU EM LUGAR DOS FILHOS, ELE SACRIFICOU EM LUGAR DOS FILHOS, ELE TORNOU-SE PECADOR EM LUGAR DOS FILHOS. Sofreu por não ter sido vocacionado para MESSIAS, sofreu tanto por não ter permitido que seus filhos pagassem pelos erros possivelmente cometidos (Jó 1:5). Ninguém, senão o ESCOLHIDO DE DEUS poderia ser o Salvador de outros semelhantes.

Me parece que essa teria sido a razão ou uma das razões, para que JESUS, milhares de anos depois de Jó ensinasse aos seus alunos que NINGUÉM DEVE ORAR EM LUGAR DE ALGUÉM, NEM EM LUGAR PÚBLICO. Não devemos porque não podemos, somos únicos, somos individuais, nosso coração é nosso, nossa alma é nossa, nosso espírito é nosso, simples assim. Não posso orar em lugar de quem quer que seja pois o PAI estará julgado a mim e não meus familiares, meus amigos, (...).

Minha oração é minha autenticação, minha impressão digital diante do DIVINO.

Mas história de Jó que se inicia com um erro: ORAR EM LUGAR DE..., termina com a orientação DIVINA para o acerto: ORAR POR... (Jó. 42:8). Assim devemos fazer, Orar pelas pessoas, nunca em lugar delas.

O sofrimento de Jó se encerra quando ele entende, em seu íntimo essa questão e diz ao TODO PODEROSO: “Agora meu testemunho está no céu; meu advogado está lá no alto.” (Jó 16:19). A afirmação de Jó é clara “MEU” testemunho, “MEU” advogado. Um individualismo grave e poderoso; agride os que estão as superficialidade da vida – não importando o tempo e a idade que possuam, envolvidos com a religião e/ou práticas religiosas.

Então não posso orar por meus filhos? Não posso interceder pelos enfermos? Não posso orar por ninguém? NÃO SÓ POSSO, COMO DEVO. Mas, orar “POR” e não “EM LUGAR DE”. Gostaria que você refletisse sobre isso.

Quando oramos “em lugar de”, estamos retirando a pessoa do alvo de nossa prece, estamos retirando da própria pessoa a responsabilidade de nutrir uma relação viva com o TODO PODEROSO; Quando ficamos “em lugar de” seria como se DEUS olhasse para ela através de nós. Isso está errado, não pode ser, somente JESUS tem esse poder de “servir de identidade” perante o PAI, só ele pode realizar esse papel, só JESUS pode “emprestar” sua “impressão digital” para que as “portas dos ouvidos” do PAI se abram para nós. Por isso, entramos na presença de DEUS “em nome de Jesus”; Ele é nosso “avalista”. Nossa relação com aqueles a quem amamos deve ser a de ensino, a de instrução, devemos deixar que construam seus relacionamentos com o DEUS SUPREMO sozinhos, mesmo que sofram, mesmo que chorem, mesmo que adoeçam, mesmo que percam (...), devemos pedir por eles mas nunca em lugar deles. Não sei se me faço entender...

Devemos orar em praça pública? Nunca! Devemos orar nas congregações em voz alta? Nunca! Devemos mostrar aos outros que oramos? Nunca! Isso, para que ninguém jogue sobre nós a própria responsabilidade de construir sua própria relacionamento com o PAI.

Devemos nos fechar, nos trancar, fugir das multidões, fugir das câmeras, rejeitar o exibicionismo, abandonar os ritos de popularidade e buscar ao SENHOR no silêncio da solidão. Uma solidão íntima, tranquila, quieta; indolor. Não dói, pois é o lugar onde DEUS está, o que dói é o sentimento; e se estiver doendo, chore sozinho diante DELE, para que sua relação com ELE se construa de forma sincera, honesta e inabalável, sem nenhuma interferência externa. Só você e seu DEUS, mano-a mano.

Estou aberto aos questionamentos, por meio dos “comentários”, no privado e por e-mail: pr.alexandrerocha@outlook.com.


Deus seja conosco.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

UM DELES É MEU ALUNO...



Ontem foi um daqueles dias nos quais me senti derrotado.
Ontem à tarde recebi a notícia que os marginais que depredaram e assaltaram a Escola Estadual Maria Ivone Leite, foram descobertos e capturados; para minha tristeza, três desses marginais são crianças, duas de 14 anos e uma de 12 anos. Mais triste fiquei quando me foi informado que um deles, de 14 anos, estudou na Escola ano passado e foi matriculado esse ano. Aparentemente, “um garoto gente boa”. Uma confusão de imagens e sentimentos me vieram a mente (...), foi ai que me senti um derrotado.

Hoje, me sinto derrotado por um sistema político corrupto e inoperante composto em sua maioria por pessoas despreparadas e desumanas que só pensam em se locupletar com o dinheiro fácil dos nossos impostos – o famoso e pouco entendido “dinheiro público”; um sistema que não funciona mais, e está desmoronando a cada dia exposto aos esguichos de um simples “lava jato”;

Me sinto derrotado pelo sistema social colapsado que precisa de “pulissa” para se manter controlado. Sem os “homens da lei” e suas ameaças a urbanidade desaparece completamente – vide as cidades do Espírito Santo. Praças de guerra, cenas de filmes apocalípticos (...);

Me sinto derrotado pelo sistema educacional despreparado, ignorante e idólatra – ADORA OS NÚMEROS ESTATISTÍCOS, EM SUA MAIORIA FABRICADOS –, um sistema que não possui uma rede de diagnóstico precoce de alunos com índole criminosa – teríamos mais controle com um diagnóstico psicossocial eficiente. Mas não há interesse político de contratar mais psicólogos e assistentes sociais competentes para atender uma demanda cada vez maior de crianças marginais e ou em processo de marginalização (será que sabem o que significa o termo “marginal”?); O sistema educacional brasileiro tem formado péssimos profissionais, muitos desses “professores” tão marginais quanto seus alunos – vide os muitos relatos sobre professores que estupram (mesmo que consensualmente) alunos: meninas e meninos; Nós, Professores, também precisariam passar por exames psicológicos semestrais – no mínimo – para que a integridade nossa, dos alunos e das instituições seja mantida a Escola se torne realmente um lugar de preparo para o futuro;
(...)
Me sinto derrotado pelos sistemas religiosos alienados e desumanizados por Mamon – o deus do dinheiro. É triste admitir isso pois além de professor também sou pastor, acredito na salvação da humanidade, creio no amor como remédio milagroso, vivo a esperança de poder curar milagrosamente a mim e aos meus com atitudes e gestos de amor; talvez esse fato esteja me causando maior dor pois não vejo por perto nenhuma congregação da Grande Igreja de Jesus fazer trabalhos de apoio às escolas no tocante aos “alunos problema”, estão encastelados em seus templos, protegidos do fedor das gentes, tranquilamente acomodados em seus lugares – cativos – refrescando-se na potente central de ar-condicionado, (...);

Me sinto derrotado pelo sistema familiar fracassado que ainda tenta, de forma agoniada, se impor como o único modelo correto: pai, mãe e filhos. Esse modelo não existe mais! Mais da metade dos alunos da rede pública são filhos só de mãe, não conhecem seu genitor, ou foram paridos e dados para a vó, ou para a tia, ou para outra pessoa que os cria e trata como “filhos”, e que nos momentos de raiva, lançam no rosto desse, seu abandono; outro fato que é jogado pra baixo do tapete social é a violência sexual que nossas crianças sofrem dentro e fora casa. São meninas e meninos violentados sexualmente por seus genitores e/ou parentes (...), NÃO HÁ COMO UMA CRIANÇA VIOLENTADA SEXUALMENTE APRENDER MATEMÁTICA, PORTUGUÊS, HISTÓRIA, GEOGRAFIA (...), SABENDO QUE EM CASA HÁ UM TARADO DE PAU DURO LHE ESPERANDO. Não é ofensivo o que escrevo, é a verdade. E NÃO HÁ QUEM PROTEJA ESSAS CRIANÇAS! O sistema familiar tradicional não existe mais e isso precisa ser entendido. Os sistemas sociais, religiosos, educacionais e governamentais precisam sentar, conversar e achar uma solução para tratar o assunto sem exacerbações de qualquer dos lados.

Me sinto derrotado por minhas limitações, que são muitas. Poderia me acalmar com a justificativa que no ano passado dei aula para quase 1.000 alunos por semana e não havia, humanamente falando, a menor possibilidade de eu diagnosticar alguma personalidade marginal em meus alunos, mesmo buscando atentamente e empregando todo o conhecimento que “ser pastor” e o “mundo espiritual” me proporcionam; poderia me acalmar com esse fato, mas não posso. Não faz parte da minha índole “me entregar de mão beijada” para as situações adversas da vida. Creio que 90% das crianças da Rede pública podem ser salvas com mais atenção, mais amor e acima de tudo uma política educacional eficiente. Mas há os 10% (ou mais) que nunca serão alcançados por esse amor, por essa atenção, por esse bem; são crianças totalmente destruídas pelo vício em drogas – pasmem, pelas influências marginais existentes dentro do ambiente onde moram (...) e nas redondezas. Essas, INFELIZMENTE, precisam ser descartadas para que eu possa dar atenção aos que se querem salvar. É duro, mas é verdade, não sofro da síndrome de messias. NÃO QUERO SALVAR A TODOS, QUERO SALVAR AQUELES QUE QUEREM SER SALVOS. E por mais que isso me corte a alma e me perturbe o espírito. É assim que é, simples assim.
(...)
Não pense você que sou um ser humano perfeito (feito por completo); não sou. Acho que estou muito distante da perfeição predita nos Livros Sagrados e em especial na BÍBLIA. Sou impaciente, as vezes intolerante, outras vezes até irascível (...); não me engano. Sei exatamente quem e como sou. Mas nessa caminhada de vida a Misericórdia do Deus Supremo tem feito seu trabalho e muitas “falhas de sistema”, em mim, têm sido resolvidas, algumas que ainda não foram parecem estar sob controle, outras nem tanto, mas a vida segue e eu sigo com ela buscando diariamente melhorar minha existência como ser humano e salvar aqueles que comigo caminham seu caminho.
(...)
Oro para que mais pessoas se desassosseguem, se incomodem, e juntos possamos criar uma solução para o problema da marginalidade infantil aqui em Itacoatiara. É possível, isso já acontece em muitos interiores do Brasil, onde os professores resolveram “sair da caixa” e mandaram os sistemas educacional, religioso e político pra “tonga da mironga do caburetê”, fizeram a mudança acontecer.
Não acreditas!? Use a internet para o bem, deixe de assistir as novelas emburrecentes da Globo e seus BBBs idiotizantes, vá procurar solução para esse problema ele também é seu – ou será.
(...)
Que o SENHOR de MISERICÓRDIA atue no coração das mães, pais e familiares verdadeira enlutados por terem seus filhinhos presos por já serem assaltantes, por verem seus queridos – espero que realmente sejam – estarem à margem da sociedade, sendo marginais.


DEUS SEJA COM TODOS NÓS!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

ACHE A VERDADE DENTRO DA VERDADE E SEJA LIBERTO



O episódio relatado no capítulo oito do Evangelho de João, onde um grupo de Judeus Religiosos provam a fidelidade de uma mulher prosélita, fazendo-a passar por adultera sexual, revela algumas práticas daquele povo, e em especial uma para mim, fascinantes, os “Acrósticos Sagrados” (...). Tal afirmação pode até parecer tolice, mas ela é um fato. Não pretendo gastar tempo – nem linhas – comprovando tal prática dentro do Livro Santo, pretendo deter-me na Verdade que liberta; já escrevi anteriormente sobre o tema, mas não me custa retomá-lo para alcançar mais pessoas que estejam interessadas nessa Verdade Libertadora que vem do alto.

Contrariando algumas linhas teológicas, Jesus não falava o grego com seus discípulos, conversava com eles em hebraico e aramaico, nenhum deles sabia o grego, ou não sabia-o fluentemente, como muitos pensam, a prova disso pode ser encontrada no capítulo seis do livros dos Atos dos Apóstolos, onde as pessoas que foram escolhidas deveriam saber falar o idioma grego para entender e atender as “viúvas gregas” em suas necessidades (...); é assim que entendo.

No texto do Evangelho de João, capítulo oito, onde há o relato da discussão entre os líderes religiosos – que haviam programado aquele teatro (João 8:6) – e Jesus, o Mestre os provoca academicamente ao dizer que se eles descobrissem suas “Verdades dentro da Verdade” eles seriam libertos da ignorância acadêmica/religiosa (João 8:32); tal ignorância acadêmica era tamanha que culminou com o fato de eles obrigarem aquela mulher que desejava tornar-se judia, admitir publicamente seu adultério, numa referência clara aos relatos Tanakianos (relatos do TaNaK, a Bíblia Hebraica) das práticas politeístas que eram identificadas por Deus como prostituição e adultério espiritual – não físico.
(...)
A provocação acadêmica que Jesus fez aos teólogos que com ele discutiam – achar a Verdade dentro da Verdade – tinha por intenção revelar a ignorância espiritual deles e o profundo conhecimento acadêmico dele. Jesus não poderia julgar aquela mulher, não era juiz, e caso ela tivesse sido realmente pega em uma prática sexual condenável, ela já deveria ter sido morta por apedrejamento, pois, segundo aqueles homens, a “Lei de Moisés” legalizava tal prática (João 8:5).
(...)
Até hoje, aquela provocação Divina ecoa pelo universo religioso: “Achem suas verdades dentro da verdade e sejam livres”. Mas onde está a Verdade que esconde a Verdade que liberta?
(...)
Na ordem literária original do TaNaK, que é formado por três volumes principais: Torah (Ensino), Neviim (Profetas) e Ketuvim (Escrituras) – um deles, possui importância especial no contexto apresentado pelo mestre, precisamos saber disso para que possamos entender o que Jesus queria dizer com “achar a verdade dentro da verdade”, essa volume é o Ketuvim, ocidentalmente, fez-se conhecer como “Escrituras” ou “Escritos”. A primeira parte desse volume literário chama-se: “Os Livros da Verdade”.
(...)
A primeira razão para que esse conjunto de três livros possua esse nome, é por terem em suas primeiras letras hebraicas originais, a formação da palavra “verdade” – em hebraico, אמת – Alef, Mem e Tav, EMeT – postas da direita para a esquerda. A segunda, por esconder dentro de cada um desses livros, uma verdade específica que ao ser descoberta pelo leitor, liberta-o das amarras religiosas, doutrinárias e dogmáticas – esse é o contexto da narrativa do Evangelho de João 8.
(...)
Mas essa, é uma busca solitária. A verdade encontrada pelo leitor é individual, não grupal ou coletiva – como querem muitos. A PRIMEIRA VERDADE DENTRO DA VERDADE É A INDIVIDUALIDADE NA RELAÇÃO COM O DEUS SUPREMO, as demais, também individuais, cada leitor irá descobri-las de acordo com sua percepção de DEUS e suas necessidades próprias.
(...)
Outra verdade que precisa ser revelada aqui é a ordem das leituras.
(...)
As letras que formam a palavra EMeT, verdade em hebraico, na ordenação dos “Livros da Verdade” dentro do TaNaK, estão ordenadas de forma ascendente, ou seja, de baixo para cima; isso por quê, quem procura o ensino da Verdade está em baixo, o indivíduo, o Alef – a primeira letra do alfabeto hebraico, e quem possui a verdade está em cima, o Divino, o Tav – a última letra do alfabeto hebraico. No meio do caminho em busca do conhecimento que liberta, existe a letra Mem – a letra “central” do alfabeto hebraico, que pretende representar a transformação da “pessoa” em “ser humano”; Mem também é a letra que inicia o nome Mashiach – Messias, o Salvador da nossa humanidade. Por isso, é que Jesus, em um dos diálogos com seus alunos responde a Tomé, ser ele, Jesus, era a Verdade (João 14:6); Jesus estava se identificando com o MEM da palavra EMeT – Verdade em hebraico.
(...)
Para conhecermos a Verdade dentro da Verdade precisamos nos reconhecer finitos, necessitados desse conhecimento e sobretudo ter coragem para encontrar as Verdades que nos serão reveladas.
(...)
Então, segundo o que aqui é apresentado, a Verdade que liberta está escondida dentro dos Livros da Verdade, Jó, Provérbios e Salmos – nessa ordem. Para encontrá-la precisamos ler esses livros “meditando de dia e de noite” (Salmos 1:2) assim, seremos alcançados pelas verdades contidas neles (...). Abaixo relaciono uma ordem de leitura que pratico durante os 30 dias do mês, (...).

LEITURA DOS LIVROS DA VERDADE
Dia 1: Jó 1 e 2; Provérbios 1; Salmos de 1 a 9;
Dia 2: Jó 3; Provérbios 2; Salmos de 10 a 17
Dia 3: Jó 4; Provérbios 3; Salmos de 18 a 22
Dia 4: Jó 5 e 6; Provérbios 4; Salmos de 23 a 28
Dia 5: Jó 7; Provérbios 5; Salmos de 29 a 34
Dia 6: Jó 8; Provérbios 6; Salmos de 35a 38
Dia 7: Jó 9; Provérbios 7; Salmos de 39 a 43
Dia 8: Jó 10 e 11; Provérbios 8; Salmos de 44 a 48
Dia 9: Jó 12; Provérbios 9; Salmos de 49 a 54
Dia 10: Jó 13; Provérbios 10; Salmos de 55 a 59
Dia 11: Jó 14 e 15; Provérbios 11; Salmos de 60 a 65
Dia 12: Jó 16; Provérbios 12; Salmos de 66 a 68
Dia 13: Jó 17 e 18; Provérbios 13; Salmos de 69 a 71
Dia 14: Jó 19; Provérbios 14; Salmos de 72 a 76
Dia 15: Jó 20 e 21; Provérbios 15; Salmos de 77 a 78
Dia 16: Jó 22 e 23; Provérbios 16; Salmos de 79 a 82
Dia 17: Jó 24 e 25; Provérbios 17; Salmos de 83 a 87
Dia 18: Jó 26 e 27; Provérbios 18; Salmos de 88 a 89
Dia 19: Jó 28; Provérbios 19; Salmos de 90 a 98
Dia 20: Jó 29; Provérbios 20; Salmos de 97 a 103
Dia 21: Jó 30 e 31; Provérbios 21; Salmos de 104 a 105
Dia 22: Jó 32; Provérbios 22; Salmos de 106 a 107
Dia 23: Jó 33; Provérbios 23; Salmos de 108 a 112
Dia 24: Jó 34; Provérbios 24; Salmos de 113 a 118
Dia 25: Jó 35; Provérbios 25; Salmos de 119 de 1 a 96
Dia 26: Jó 36; Provérbios 26; Salmos de 119 de 97 a 176
Dia 27: Jó 37; Provérbios 27; Salmos de 120 a 134
Dia 28: Jó 39; Provérbios 28; Salmos de 135 a 139
Dia 29: Jó 40; Provérbios 29; Salmos de 140 a 144
Dia 30: Jó 41 e 42; Provérbios 30 e 31; Salmos de 145 a 150
(Quando no mês houver o dia 31, repetir a mesma leitura do dia 30)

A TECNOLOGIA E A VERDADE
Com o advento da tecnologia, ouvir os Livros da Verdade tornou-se uma opção interessante, para quem possui áudios dos livros de Jó, Provérbios e Salmos, pois pode ordená-los da mesma forma proposta aqui e ouvi-los. Se desejar, pode também criar um play list no aparelho celular e aproveitar o tempo para ouvir a Verdade dentro da Verdade.


Deus seja com todos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

NO CAMINHO, LEVE APENAS VOCÊ.


O título pode até parecer egoísta, mas não o é; é apenas a observação honesta de quem já perdeu muito – do tempo, das forças e do próprio caminho – tentando levar no caminhar da existência outras pessoas – e coisas – além de si mesmo.

O poeta espanhol Antônio Machado (1875 – 1939), diz ao “Caminhante”:
“Caminhante, são teus passos o caminho e nada mais;
Caminhante, não há caminho, faz-se caminho ao caminhar.
Ao andar se faz caminho, e ao voltar a vista atrás se vê a senda que nunca se voltará a pisar.
Caminhante, não há caminho, mas sulcos de escuma ao mar.”

Jesus, o Messias do Eterno Deus, afirma que o caminho que leva a Deus existe, sendo Ele, Jesus, esse caminho para a existência humana chegar-se ao Divino (Evangelho de João 14:6).

Aparentemente as afirmações poéticas se contradizem, mas apenas na aparência. Elas se completam perfeitamente, pois o “caminho” que Machado diz existir somente “ao caminhar” foi caminhado por Jesus, por isso existia nele. Da mesma forma, o “caminho” que Jesus afirma ser só existe pois foi “caminhado” por ele. Ambas as afirmações poéticas-proféticas são perfeitas e verdadeiras.

O “caminhante” de Machado leva somente a si no caminho que caminha; Jesus é esse caminhante que se faz caminho solitário para quem ousa caminhar o caminho solidário caminhado por ele. Porém, para quem não caminha seu próprio caminho, eles não existem: nem o caminho, nem Jesus, nem o caminhante. O motivo dessa “não existência” é que, sem a experiência do caminhar não pode haver caminhante (...) e não há caminhante acompanhante, mochilado, “de carona”, (...). Todo caminhante é por essência, solitariamente solícito.

Todo caminhante faz seu próprio caminho, segue sempre em frente, leva consigo o nada, a folha em branco, o horizonte por desvendar (...).

Se até hoje você carregou no seu caminho “as coisas” e/ou “as pessoas” do “passado”, abandone-as, largue-as, deixe-as. Elas não podem caminhar com você os caminhos que são só seus; elas não podem fazer “o caminho” que só se faz ao caminhar; e esse caminho é seu, responsabilidade exclusivamente sua e você prestará conta a Alguém pelo caminho que caminhou.

Caminhe, caminhe.
Faça caminhos, crie veredas, abra picadas. Mas saiba que ninguém além de você andará por eles.

Caminhe, caminhe. Seja você o seu caminho na direção do Deus Eterno.
Seja você o caminho de si mesmo.
Seja você o caminhante e o caminho que só se faz ao caminhar.

Tenha a coragem de caminhar como Jesus caminhou, e ao final do seu caminho teve a autoridade para dizer: EU SOU O CAMINHO! NINGUÉM CHEGARÁ AO CONHECIMENTO DE – SER E QUEM É – DEUS, SE NÃO CAMINHAR CADA UM O CAMINHO QUE EU CAMINHO ATÉ AGORA.

Qual é esse caminho?
O caminho da humanidade.

Ninguém chega a Deus – conhecer e ser – se não tornar-se um humano perfeito. Jesus é o exemplo.


Por isso, no caminho, leve apenas você, para que haja forças e tempo para dedicar-se ao aperfeiçoamento de sua humanidade.

sábado, 7 de janeiro de 2017

IGREJA DE JESUS – A PORTADORA DOS MILAGRES



Nenhum Estado pode. Mas a Igreja de Jesus poderia – se soubesse quem é, evitar os massacres nas penitenciárias.
Ainda me lembro quando entrei no pavilhão da Penitenciária Vidal Pessoa, na Sete de Setembro em Manaus, com mamãe Ruth Rocha, na década de 1980. Ela era a única mulher autorizada pela direção do presídio a entrar no pavilhão masculino; vazia isso todo domingo para pregar o Evangelho de Jesus às pessoas que estavam lá. Fui algumas vezes com ela e me assustei com o que vi – a maldade estava estampada nos rostos, nos gestos, nos olhares que congelavam o sangue (...); me surpreendi com a coragem de Mamãe, aquela mulher pequena e franzina, mas de uma coragem descomunal. Algumas vezes ela peitou alguns dos chefes da cadeia pública em nome de Jesus. Ela era uma mulher respeitada naquele ambiente. Seu trabalho de evangelização, no presídio feminino rendeu-lhe a condição de evangelizar também entre os homens daquele lugar. Assustador e Maravilhoso lembrar disso agora.

Fui umas poucas vezes com ela; certa vez eu perguntei porque teimava em fazer o trabalho de evangelização na penitenciária, custeando tudo do próprio bolso, sem o apoio da Igreja Batista de Constantinópolis – onde éramos membros – ? Ela me disse de forma categórica: “eu não preciso da congregação pra fazer nada, eu sou a Igreja de Jesus, faço porque esse é o meu ministério. Alguém tem que fazer, meu filho, então eu faço...”. E fez até não poder mais.

Sua ação evangelizadora dentro daquele presídio, extrapolou as celas e os muros, os que se convertiam ao Senhor – mudavam de comportamento e ganhavam a condicional – iam trabalhar na casa da Dona Ruth. É, algumas das senhoras que cuidavam de nós, faziam nossa comida, lavavam e passavam nossas roupas eram presidiárias – assassinas violentas (...); trabalhavam em nossa casa com carteira assinada e carta de recomendação (...), entre os homens, somente um, Jackson – mas não ficou no Caminho muito tempo, tinha sérios problemas familiares e não conseguiu sobreviver fora da marginalidade (...). Mas mamãe nunca desistiu dele.

Quase a uma semana dos massacres nas penitenciárias de Manaus, estou lembrando das experiências que tive com mamãe naquela unidade prisional.

O Estado – seja qual for o governador – não tem capacidade de mudar aquelas pessoas que estão lá dentro, não tem capacidade de torna-los seres humanos novamente, não tem. Só um milagre pode fazer isso e a Detentora dos Milagres de Jesus é Sua Igreja – com maiúsculas mesmo. Porém o que vemos, infelizmente, é uma organização de homens que entregou-se ao fascínio do dinheiro, aos cultos de poder e muito pouco, a um hedonismo satânico e diabólico, nada tem de milagrosa. Não representa mais a Senhor que Salva nossa humanidade.

Hoje consigo ver o problema e a solução para evitar outras atrocidades iguais – O EVANGELHO DE JESUS, mas não sei por onde começar (...).


Deus tenha misericórdia dos inocentes.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

PROFESSOR, O QUE É SER HUMANO?


Essa foi a pergunta que ouvi em uma das turmas de 9º ano em que sou professor de ensino religioso aqui em Itacoatiara, na Escola Estadual Maria Ivone Leite. Minha resposta foi tão imediata quanto a pergunta.

– ... alguém se torna humano quando consegue se ver sua humanidade dentro de alguém e a humanidade dela dentro de si; foi isso que Jesus quis dizer quando afirmou que devemos amar ao próximo, da mesma forma que nos amamos. (Marcos 12:33).

Confesso que tal revelação sobre o que é ser humano, trouxe mais clareza sobre o que tem acontecido de ruim na e para a humanidade moderna; estamos perdendo a capacidade de ver-nos dentro de outra pessoa, não nos vemos como iguais, nos vemos como seres diferentes – um tipo de síndrome de Hitler, eu acho – nos vemos melhores ou piores, nunca iguais.
(...)
Penso que essas diferenças se potencializam, quando em países como o Brasil existem sistemas racistas como os desagregantes “sistemas de quotas”, onde seres humanos com epiderme escura são tratados como seres notadamente inferiores daqueles que possuem uma tez mais clara; da mesma forma os indígenas (...). Creio com essas políticas estatais racistas passamos a aceitar que somos diferentes. Mas não somos. Por baixo da pele e dos músculos existe um esqueleto que depois de descarnado não diferencia uma pessoa de outra.
(...)
A pergunta daquela aluna me mostrou o quanto estamos distanciados da mensagem salvadora de Jesus.

Permita-me o neologismo; parece que estamos mais para “homo-racionalis” que para “homo-humanus”.
-------

Ps.: A ilustração deste artigo tem a intenção de mostrar exatamente o que penso sobre ser humano: a árvore da minha existência só cresce quando têm suas raízes na existência de meu semelhante, fazendo com que a árvore de sua existência tenha raízes na minha.

domingo, 16 de outubro de 2016

JESUS: O SALVADOR DA HUMANIDADE.

O título desse artigo até pode parecer clichê, mas não é; Apenas não sabemos ler.

O desconhecimento do termo “humanidade”, palavra latina que significa “qualidade de humano”, revela o quanto desconhecemos (...) a missão do Messias. A crise sócio-religiosa pela qual passam as sociedades do mundo mostra, em meu ver, exatamente isso: NÃO SABEMOS O QUE JESUS SALVA.

Durante muitos anos ouvi a prédica rotineira e exaustivamente repetida – enfadonha – que Jesus viera salvar o homem – definição genérica – dos seus pecados – definição ainda mais genérica e vazia (...). Passei muito tempo tentando entender tal afirmação teológico-religiosa mas não consegui; frequentei seminários e faculdades de teologia buscando esse entendimento mas não encontrei na academia (...). Quando meu DEUS me tornou pastor e por meio da Igreja Batista Emanuel em Itacoatiara me ordenou ao Ministério do Ensino, disse a ELE, em mim, que não ensinaria outra coisa que não fosse sobre a Salvação em Jesus.
(...).
Hoje, depois de quase 10 anos daquele momento – ordenação ao Ministério do Ensino – começo a entender o que realmente é SALVAÇÃO e o que realmente JESUS SALVA.

Olhando pra trás, observo que mesmo sem saber, minha família sempre praticou a Verdadeira Salvação, aprendemos isso com nossos mestres primordiais – Pastor Antunes de Oliveira e sua esposa Betty Antunes de Oliveira, ambos de saudosa memória. Percebo que a falta de conhecimento dos Segredos Bíblicos – originais – dificultou em muito a descoberta do fato de SEMPRE TERMOS PRATICAMOS A SALVAÇÃO. Posso claramente ver essa Salvação sendo posta em prática nas atitudes de meus parentes (...), e da saudosa Mamãe Ruth; percebo também como tantas pessoas, de alguma forma, foram contagiadas – salvas – por suas práticas salvadoras (...).
(...)
Mas então, você me pergunta, O QUE É SALVAÇÃO afinal?
(...)
Eu respondo; Hoje posso afirmar com absoluta certeza, que JESUS VEIO SALVAR NOSSA HUMANIDADE; não a “humanidade” como coisa genérica, ou como espécie, mas sim como nossa QUALIDADE DE SER (...). E isso é tão claro e simples que não impressiona; JESUS É O SALVADOR DAS NOSSAS QUALIDADES HUMANAS. simples demais para não entendermos?
(...)
Olhe para o Messias Jesus, perceba nele sua extrema humanidade, seu extremo cuidado pelo semelhante. Veja como sua preocupação com o social provoca atitudes totalmente humanas, que vão de providenciar em uma festa de casamento a bebida que havia acabado (João 2:1-11), até perdoar – dar uma segunda chance sem cobrar resultados efetivos – um marginal, quando ambos estavam morrendo (Lucas 23:40-45); tais atos de extrema humanidade envolvem – ao longo de sua vida – curar enfermos, perdoar enganadores, evitar mortes e até ressuscitar mortos. Vejo nesses atos miraculosos, não somente a ação de um possível poder Divino que porventura agisse nele, mas sobretudo a ação do PODER DA HUMANIDADE que remoía suas entranhas diante das desigualdades sociais (...) e das impossibilidades dos menos favorecidos, movendo-o para solucionar aquela dor alheia – puramente humana.

Acredito totalmente que a Divindade inicial de Jesus era oriunda de sua profunda e total humanidade E É ISSO QUE ELE QUER SALVAR EM NÓS, NOSSA HUMANIDADE.
(...)
Já perdi a esperança que as instituições religiosas se envolvam, completamente desprovidas de algum tipo de interesse político-financeiro em ações verdadeiramente humanitárias; minha esperança está em seres humanos que se incomodam com a fome do outro, com o pé no chão do semelhante, com a miséria e com a desgraça alheias; Minha esperança, hoje repousa na dor que invade o coração de quem olha e não enxerga diferença em ninguém – somos todos iguais e por isso precisamos dos mesmos cuidados (...). Não podemos salvar a todos – nem todos estudaram ou querem estudar para poderem ter uma profissão digna, nem todos conseguirão escapar das drogas ou da prostituição, nem todas as crianças escaparão da violência sexual (...); Mas salvaremos todas as pessoas que acreditarem que JESUS é o SALVADOR da HUMANIDADE.

SALVAREMOS DIZENDO “ESTOU AQUI”, “VOCÊ EXISTE PRA MIM”, “EU PRESTO ATENÇÃO EM VOCÊ”, “COMO POSSO AJUDAR?” (...).

É ASSIM QUE AGE A IGREJA DE JESUS; É ASSIM QUE É SUA AGÊNCIA DE SALVAÇÃO DA HUMANIDADE - Nossa Humanidade.

***
QUANTO MAIS DA HUMANIDADE SALVAMOS EM NÓS, MAIS HUMANOS FICAMOS; QUANTO MAIS HUMANOS NOS TORNARMOS, MAIS PODEREMOS SALVAR NOSSA HUMANIDADE NOS OUTRO.

Salve sua humanidade em outra pessoa e deixe-a salvar a humanidade dela em você.

Boa semana.

Deus seja conosco.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

ELA ACALENTOU GERAÇÕES INTEIRAS



Hoje recebei a notícia de que Dona Betty partiu. Com mais de 90 anos, aquela senhora de voz doce, serena e calma, que carregava uma segurança inabalável, deixou este mundo para encontrar-se com deu DEUS, seu SALVADOR e seus amigos. Enquanto escrevo este texto, fico emocionado em saber que Mamãe Ruth, tia Maria e tantos outros amigos estão juntos com Dona Betty, em algum lugar muito melhor que aqui.

Dona Betty foi minha primeira professora de música, para ela cantei minhas primeiras canções, recebi dela instruções sobre o sentimento das notas e o significado das palavras em uma música (...). Ela acreditou em todos nós (...), investiu tudo que pode em cada um de nós (...). Plantou em nós sua semente de amor e humanidade. Sua paixão pelo evangelho e pela missão de resgatar pessoas, deixou filho e filhas, de muitas gerações espalhados pelo Brasil.

Sou imensamente grato a DEUS por ter sido adotado em amor pela Família de Dona Betty. Desejo do fundo de minha alma, que o CONSOLADOR preencha o vazio no coração de cada filho – de cada uma das gerações – da minha querida professora Dona Betty. Amo a todos vocês.

A foto que ilustra este texto me traz muito orgulho, mostra Dona Betty me aconchegando em seu colo, ainda um recém-nascido. A foto pode facilmente representar todas as gerações que se aconchegaram nos conselhos daquela mulher Divina.


Deus seja com todos.

domingo, 9 de outubro de 2016

O FIM DA HUMANIDADE: FRIEZA, CRUELDADE E INDIVIDUALISMO.

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.”
(Mateus 24:12 – Versão de João F. de Almeida)

FALTA AMOR NO SER HUMANO! A humanidade está se destruindo por falta de amor. Vejo isso no meu dia-a-dia, uma humanidade menina quase sem nenhum amor. Dos mais de 1.000 seres humanos (...) com quem me relaciono diariamente (...) não consigo encontrar amor na absoluta maioria deles. Isso me assusta.
(...)
Muitas pessoas, principalmente as ligadas nalgum credo religioso não entendem minha afirmação que a tradução do TANAK – Antigo Testamento – e do Novo Testamento para as línguas ocidentais – sem nenhuma preocupação com o real significados dos relatos neles contidos – tem causado o enlouquecimento da sociedade ocidental. “Em tempos de fim de mundo” o desentendimento sobre o que realmente é o AMOR torna o fim da humanidade uma realidade visível e quotidiana; triste e assustadora realidade.
(...)
De forma simples e objetiva, AMOR é a designação da atitude de AMAR; essa atitude é sempre bondosa, respeitosa e acolhedora em relação a outra pessoa. Só isso, nada mais. Sendo o amar uma atitude e não um sentimento, esse platonismo não pode existir dentro de uma sociedade sadia (...). Ninguém sente amor por alguém, pratica o amor para alguém (...). Foi a religiosidade ocidental naturalmente pagã, com suas necessidades de significado que sentimentalizou o amor, levando-o para o campo do incognoscível. A ignorância dos “pais da igreja”, começando por Constantino I – o pai do cristianismo – nos trouxe ao “princípio das dores” que estamos vivendo de forma tão intensa nesses últimos 30 anos (...).
(...)
Se nós – EU E VOCÊ – não mudarmos as profecias sobre o fim da humanidade, seremos assassinados por um filho, por um neto, por um bisneto, por um aluno – por um infante sem humanidade.
(...)
A prova de que a tradução sem critério – ou com critérios políticos e/ou pessoais – da Bíblia, para o ocidente é completamente ignorante, está exposta – aos que se interessam em descobrir a verdade conforme disse o Messias (João 8:32) – no verso que inicia este texto: Mateus 24:12. A versão da Bíblia Judaica Completa traduz o texto de Mateus da seguinte maneira:

“e o amor de muitos esfriará por causa do crescente distanciamento da Torah”
(Mateus 24:12 – BJC)
(...)
Longe de ser um “livro de leis”, a Torah – conhecida entre os religiosos ocidentais como Pentateuco – é um Livro de ensinamentos. A base do livro está nas 10 Leis que diferenciam os seres humanos dos desumanos. São humanos, segundo a Torah do ETERNO, todo o ser que cuida de seu próximo da mesma maneira que cuida de si mesmo. São desumanos, aqueles que não cuidam de si, nos outros. Simples assim. Jesus, torna esse mandamento didático, dizendo “Sempre tratem os outros como vocês gostariam de ser tratados; pois nisso se resume a Torah e os Profetas.” (Mateus 7:12 – BJC). Acho que explicação mais simples, impossível.
(...)
Nosso futuro – o futuro da humanidade – está entre nós, nos pequenos seres em busca de humanidade – crianças e adolescentes – eles não o nosso futuro (...). Hoje eles são os passageiros da nave, que nós, adultos comandamos; amanhã, eles serão os condutores (...); serão humanos ou desumanos?

Pense nisto – principalmente nas lacunas do texto ocupadas pelas reticencias.

Lembre-se: ser humano é quem cuida de seu próximo da mesma maneira que cuida de si mesmo, desumanos são aqueles que não cuidam de si, nos outros.


Boa semana.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

QUEM É SEU DEUS? QUAL O NOME DELE?

Muitos usam o verso 12 do Salmo 33 como amuleto. Recitam-no em tom profético ou com intenções maléficas. Tentam, fazendo assim, evocar para si a servidão ao DEUS do Salmo e mais, tentam evocar a nacionalidade do Povo que serve a tal Divindade. Agem como ignorantes históricos e espirituais.

O povo relatado no texto Santo não é um povo qualquer, não é o Brasil nem qualquer outra Nação do mundo. No texto o poeta refere-se a um Povo específico e ao seu DEUS – ISRAEL e ADONAI. Povo e DEUS.

Historicamente, a Nação de Israel é a única que possui ADONAI como seu DEUS; ELE é venerado, respeitado, adorado; SEUS atos são relembrados em cerimônias constantes; é a ELE que a maioria do povo recorre em momentos de dificuldade – até hoje. ADONAI é o DEUS de Israel.

No Salmo, o poeta afirma que ISRAEL é feliz pois adora a um DEUS que tem nome, tem identidade, tem história, ELE É ADONAI. ELE é tão respeitado que nem Seu Santo NOME é pronunciado por Seu Povo; esse NOME Sagrado é substituído pelo acróstico ADONAI (significado que eu ainda desconheço), que preserva toda a Identidade do SANTO.

O mesmo ADONAI, no início da formação da Nação de Israel, ainda no deserto do Sinai, determinou que estava, a partir daquele momento, terminantemente proibida qualquer interferência na relação entre ELE e seu adorador. O SANTO abriu uma linha direta com as pessoas – individualmente. Qualquer interferência posta nessa comunicação direta foi denominada idolatria. Nada nem ninguém poderia ficar entre ADONAI e seu devoto.

Nada nem ninguém pode ser DEUS além DELE!

Quem é seu Deus? Qual o nome Dele? Existe algo ou alguém interferindo na sua relação com Ele? Você precisa de algo ou alguém para intermediar sua aproximação com seu Deus? Pense nisso.

Jesus, é o único mediador entre ADONAI e aqueles que não são Israelitas – I Timóteo 2:5 – ou seja, o restante do mundo. Para todos aqueles – Israelitas ou não – que acreditam que Jesus é o Messias, o primogênito de ADONAI e assim sendo, Salvador da humanidade – já em flagrante processo de desumanização – ADONAI passa ser DEUS. Quando isso ocorre, os valores desse que teve sua humanidade salva pelo Filho Primogênito, são, obrigatoriamente, os mesmos – tanto do Filho, quando do PAI. É assim que é, simples assim.

Pergunte-se sem medo.
Quem é seu DEUS e qual o NOME DELE.

Disso depende sua humanidade e sua eternidade.