Esse vídeo é minha reflexão de hoje. Me foi enviado pela mana querida Ana D'Araújo. Creio que é um bom exemplo do que é nascer de novo. Pode chorar, todos choram quando nascem. Deus seja conosco.
"Sempre fomos livres nas profundezas de nosso coração, totalmente livres, homens e mulheres.Fomos escravos no mundo externo, mas homens e mulheres livres em nossa alma e espírito."Maharal de Praga (1525-1609)
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domingo, 5 de março de 2017
sábado, 4 de março de 2017
FALTA DE FARDAMENTO ESCOLAR IMPEDE O ALUNO DE ESTUDAR?
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Começo esta reflexão com uma
máxima cunhada e adotada por mim, que tem norteado minha vida:
RESPONSABILIDADE
SÓ CRESCE NOS CAMPOS DA LIBERDADE.
Não bastasse termos de lecionar
diariamente para alunos, uns mal-educados, outros com graves desvios de conduta,
todos amontoados em salas superlotadas, o que atrapalha sobremaneira o
aproveitamento dos BONS ALUNOS, que são maioria, nós professores da rede
pública temos de suportar a tosca fala de pessoas grosseiras, com o palavreado
chulo, de parcos entendimento e de outros pávulos que maximizam pequenos
problemas rotineiro das escolas, com o fim de usa-los como palanque político
para expressarem suas fanfarronices e incompetência.
Criou-se nos últimos dias um
espetáculo midiático, aqui, nas terras da Pedra Pintada, com o fato de alguns
gestores competentes e obedientes às regras da CREI/SEDUC, terem impedido que
certos alunos entrassem nas escolas para assistirem as aulas, por não estarem
devidamente fardados. Segundo me consta, essa é a simples questão.
Tal assunto é deveras delicado e
mal entendido e precisa urgentemente de uma LEGISLAÇÃO ESTADUAL/MUNICIPAL. Em
minha opinião de pai de alunos e professor da rede pública de ensino, OS
GESTORES ESTÃO CERTOS! E justifico:
Há no Brasil, salvo engano, uma
Lei Federal, datada de julho de 1994, assinada pelo Presidente Itamar Franco,
que fala sobre o fardamento escolar. Segue o texto legal:
“LEI Nº 8.907, DE 6 DE JULHO
DE 1994.
Determina que o modelo de
fardamento escolar adotado nas escolas públicas e privadas não possa ser
alterado antes de transcorrido cinco anos.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço
saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1º As escolas públicas e
privadas, da rede de ensino do País, que obrigam o uso de uniformes aos seus
alunos, não podem alterar o modelo de fardamento antes de transcorridos cinco
anos de sua adoção.
Art. 2º Os critérios para a
escolha do uniforme escolar levarão em conta as condições econômicas do
estudante e de sua família, bem como as condições de clima da localidade em que
a escola funciona.
1º O uniforme a que se refere
o caput só poderá conter, como inscrição gravada no tecido, o nome do
estabelecimento.
2º O programa de fardamento
escolar limita-se a alunos de turnos letivos diurnos.
Art. 3º O descumprimento ao
preceituado no art. 1º desta lei será punido com multas em valor correspondente
a no mínimo trezentas Unidades Fiscais de Referência (Ufir) ou índice
equivalente que venha a substituí-la.
Parágrafo único. O
procedimento administrativo da cobrança de multas observará o disposto no art.
57, e parágrafo, da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990.
Art. 4º Esta lei entra em
vigor na data de sua publicação.
Art. 5º Revogam-se as
disposições em contrário.
Brasília, 6 de julho de 1994;
173º da Independência e 106º da República.
ITAMAR FRANCO”
Notem que no artigo 1º, há um
texto que é revelador: “...que obrigam o uso de uniformes aos seus alunos...”;
ou seja O USO DO UNIFORME É OBRIGADO DEPENDENDO DA ESCOLA, então, entendo que torna-se
facultativo à escola o uso do uniforme. A lei porém, não deixa clara que a
obrigação é impeditiva, ou seja a falta de uniforme impediria a assistência às
aulas.
Mas, cada escola possui um
regimento interno, que é aprovado pela SEDUC-AM e posteriormente apresentado
aos pais na hora da matrícula. Todos dizemos “SIM” às regras da escola e entre
elas está o “uso obrigatório do uniforme”. Então, O UNIFORME DEVE SER
USADO DE FORMA OBRIGATÓRIA PELOS ALUNOS.
Claro que também há uma lei, o
conhecido “Estatuto da Criança e do Adolescentes” que protege, ou tem a
intenção de normatizar uma rede de possível proteção aos menores, onde em seu
texto diz:
“Art. 15. A
criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como
pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos
civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Art. 16. O
direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:
I – ir, vir
e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as
restrições legais;”
Nesse momento, em que argumento em
favor da OBRIGATORIEDADE DO USO DO UNIFORME NAS ESCOLAS PÚBLICAS, você poderia
contra argumentar dizendo que “a escola, por ser pública, não poderia
impedir os alunos não fardados de assistirem as aulas”. Ao que eu contra
argumento.
É clara a determinação legal, que
O LIVRE “IR”, “VIR” E “ESTAR” NOS LUGARES PÚBLICOS DEPENDE DE LEI, PORTANTO, SE
HÁ UMA LEI QUE FOI ACEITA POR TODOS OS RESPONSÁVEIS NA HORA DE MATRICULAREM
SEUS FILHOS EM UMA ESCOLA PÚBLICA, ELA TEM DE SER OBEDECIDA TAL LEI É O
ESTATUTO DA ESCOLA. Neste primeiro ponto do ECA – Estatuto da Criança e do
Adolescente, resta claro, em meu entendimento, o apoio legal ao uso do uniforme
escolar para assistir aula.
Em nossa Carta Magna, a
Constituição da República, outro refúgio de muitos para nossa execração como defensores
do fardamento escolar, encontramos:
“Art. 205.
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho.
Art. 206. O
ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I -
igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II -
liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o
saber;
III -
pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de
instituições públicas e privadas de ensino;
(...)
Art. 208. O
dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
§ 1º O
acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.”
Novamente, em minha opinião, o
texto acima corrobora para a obrigatoriedade do uniforme escolar para a assistência
às aulas. Vejamos:
O artigo 205 da CF diz que: “A
educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho.” Fica clara a intenção de educar:
1) o pleno
desenvolvimento da pessoa;
2) preparar
para exercer a cidadania;
3) qualificar
para o mercado de trabalho;
Então, seguindo a diretriz máxima
da Legislação Federal, as regras impostas nas escolas públicas também possuem subjetivamente
as mesmas intenções; ou seja, não somente o ensino de matérias como por exemplo
“língua portuguesa”, “matemática”, “ciências”, “física”, (...) carregam o
objetivo de desenvolver, preparar para a cidadania e qualificar para o mercado
de trabalho, como as diretrizes da escola atuam concomitantemente para que a
escola alcance plenamente sua obrigação legal.
Pergunto aos revoltosos:
COMO UMA
PESSOA PODE DESENVOLVER-SE SEM REGRAS?
COMO PODE
EXERCER A CIDADANIA SEM ELAS?
COMO SE
QUALIFICARIA PARA O CADA VEZ MAIS EXIGENTE MERCADO DE TRABALHO SEM SABER
CUMPRIR ESSAS REGRAS?
Não pode! Nunca se desenvolverá,
ficará sempre à margem de um sociedade cada vez mais competitiva. As regras são
necessárias, fundamentalmente necessárias.
Seguindo minha reflexão sobre a
CR, sito o inciso I do artigo 206:
“Art. 206.
O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I -
igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;”
Ressalto que equalizar as condições
para o acesso e a permanência na escola, conforme se lê acima, não é somente
promover um meio de acesso, mas também – e está no texto legal –
condicionar esse acesso e essa permanência; tanto um quanto outro devem ser igualitários,
ou seja: TODOS ESTARÃO, SERÃO, FICARÃO, ACESSARÃO O AMBIENTE ESCOLAR – LUGAR ONDE
SERÁ MINISTRADO O ENSINO – IGUAIS. Me atrevo dizer que essa igualdade,
transcende o trato interpessoal e alcança a uniformização, seja ela
comportamental, seja ela vestimental.
Porém, como escrevi no início
deste texto, o teme carece de uma urgente e responsável legislação. Apelo aos
vereadores, competentes, que não se façam de rogados e promovam uma audiência
pública para tratar do tema, e nos chamem para o debate.
Finalizando, afirmo categoricamente
que nenhum “pai de baixa renda”, faz um barrado desses na mídia ou na escola,
todos entendem a necessidade, os que não entendem possuem recursos – para além
da crise – e compram bons celulares, boa roupa, (...), para os mesmos filhos
que teimam em não usar a farda da escola.
Há também, reclamantes pávulos, um
fato totalmente desconhecido por vocês: nenhum responsável, verdadeiramente
responsável expõe seu filho ao constrangimento de não poder entrar na escola,
esse responsável vai com seu filho até a escola e conversa com a direção da
escola, expondo o problema e o resolve de forma tranquila, assinando um termo
de responsabilidade pelo ocorrido. Já os irresponsáveis, mandam os filhos de
qualquer jeito, sequer comparecem às reuniões de pais e mestres. Não há
desculpa, nenhuma.
Peço ao professor Reinaldo Souza
que não permita que as regras da obrigatoriedade do uso do fardamento seja
violada, nós que lecionamos todos os dias, sabemos da importância dela na
identificação de nossos alunos – dos filhos de você, reclamantes.
Minha preocupação com esse
sensacionalismo que estão fazendo, é que a “força política” dos reclamantes
irresponsáveis, provoque uma mal maior. O índice de criminalidade infantil em
idade escolar é grande aqui em Itacoatiara, sem as mínimas regras, podemos nos
tornar completamente reféns dessa criminalidade infantil – atestada por mim e
por outros professores, em sala de aula – crescente. Se liberarmos agora, cedendo
ao confronto midiático e sensacionalista, teremos que liberar o uso do cigarro,
da bebida, das drogas, do sexo, (...), na escola para podermos “respeitar” o
desejo dos alunos e de seus pais. Tolice.
Deixo aqui o meu total e
irrestrito apoio aos gestores que usam de suas atribuições para proibir o
desrespeito às lei que se inicia com o desrespeito ao estatuto da escola, onde
diz que O UNIFORME É OBRIGATÓRIO PARA A ASSISTÊNCIA ÀS AULAS.
quarta-feira, 1 de março de 2017
É PRECISO NASCER DE NOVO!
(se não entendes o que é terreno, como entenderás o divino?)
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“Jesus
respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não
nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (...) Se vos falei de coisas
terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?”
Evangelho de João 3:3 e 12
A conversa do Messias com
Nicodemos é completamente terrena. Trata de coisas da terra, da rotina das
pessoas, das angustias diárias, dos desassossegos causados pela vontade de
mudar. Nicodemos afirma que Jesus só fazia aqueles milagres porque DEUS estava
com ele. A resposta de Jesus parece completamente sem nexo para olhos e ouvidos
repletos de religião; e foi dessa forma repleta de religião que o velho Rabino
a ouviu. Sua resposta irreflexiva mostra isso.
Nicodemos, igual a todos os
demais religiosos de sua época, estava questionando o discurso de Jesus e seus
atos milagrosos. Porém, diferente dos demais rabinos, ele foi encontrar-se com Jesus
– mesmo que de forma secreta, escondido dos olhos do clero – para apresentar
sua resposta às próprias questões. No texto Nicodemos não pergunta, ele
responde a si mesmo na presença do Mestre. Na verdade é um pergunta disfarçada
de resposta.
Jesus devolve o velho rabino à
estaca zero quanto aos seus questionamentos ao responder sua resposta: “sim,
mas para que ELE esteja, é necessário nascer de novo”. Acho que essa teria sido
a forma respondida por Jesus.
Claro que para ensinar daquela
forma, Jesus precisava da presença de DEUS; claro que para realizar os milagres
que realizava, Jesus precisava da presença DIVINA. Mas para que essa PRESENÇA
ocorresse foi necessário primeiro NASCER DE NOVO.
JESUS NASCEU DE NOVO!! ELE AFIRMA
ISSO A NICODEMOS. ESTÁ ESCRITO!
Mas o que seria “esse” novo
nascimento?
O tema tem sido debatido por
diversos teólogos em todo o mundo, mas nenhuma definição tocou meu coração. Todas
as definições e certezas apresentadas me parecem estranhas, divinas demais para
serem alcançadas. O “novo nascimento” o qual Jesus se refere na conversa
com o velho rabino é algo completamente terreno, físico, Inteligível, palpável.
Então, o que seria esse “novo nascimento”?
Em uma pequena reflexão, nascemos
quando estamos maduros; quando nos desconfortáveis dentro do ventre materno. Enquanto
o útero não nos aperta, não nos incomoda, não temos motivos para nascer. Estamos
em nossa zona de conforto. Mas quando dentro do ventre materno nossa respiração
fica ofegante pelo pouco espaço; quando esse lugar de conforto se torna
estreito, incômodo, nascemos. Nos acomodamos, nos retorcemos, nos esforçamos e
nascemos. Há medo em nascer, não sabíamos o que havia fora da casa/útero, não fazíamos
ideia que nossos pulmões iriam queimar com o ar tomando o lugar da “água”; Mas
nascemos assim mesmo. Era necessário. Se não nascêssemos, morreríamos.
Nascer para não morrer.
Reproduzirei uma parte de um
texto escrito pelo rabino Nilton Bonder, que deixa claro as etapas desse
processo de novo nascimento.
“É
fundamental mencionar que o Egito é, acima de tudo, um símbolo, por representar
um lugar que ‘já foi bom’ e deixou de ser. As analogias se tornam mais
interessantes ainda se reconhecermos que a etimologia hebraica da palavra Egito
– mitsraim – quer dizer ‘lugar estreito’.
Todos nós
deparamos com lugares que se tornam estreitos em determinado momento. Estes
lugares, que outrora serviram para nosso desenvolvimento e crescimento, se
tornam apenados e limitadores.
No processo
de saída de um lugar estreito, temos uma descrição interessante dos fatos
históricos ocorridos no relato bíblico. Segundo o mesmo, o processo de saída
esbarra num limite tão real e profundo como o mar. Arrependido por ter
permitido a saída dos hebreus após sofrer dez pragas diferentes, o faraó os
encurrala junto ao mar. Entre o exército mais poderoso do mundo de então e o
mar, os hebreus se voltam ao líder Moisés em desespero. O que fazer?
Quando
resolvemos sair do lugar estreito, ocorre um processo semelhante com o corpo. O
corpo não gosta de sair, de mudar. São a estreiteza e o desconforto que o
convencem de que não existe outra saída. Mas para onde ir se o corpo não
conhece nada diferente de si mesmo? A alma, imoral em sua proposta de
desalojamento do corpo, impõe uma caminhada que para o corpo acaba por ser um enfrentamento
com uma barreira aparentemente intransponível.
Como seguir
rumo à ‘terra prometida’, ao futuro, se entre o presente e ela existe um fosso,
um mar, absoluto. O corpo então questiona a sensatez da alma. Os portões do
passado se fecham, os do futuro não estão abertos e o corpo experimenta a mais
temida das sensações – o pânico de se extinguir.
Encurralados
diante do mar, o povo, representativo do corpo, assume algumas posturas
possíveis. De acordo com o ensinamento chassídico, existem quatro
comportamentos clássicos mencionados como quatro acampamentos. Sem saber como
proceder, o povo se divide em quatro acampamentos. O primeiro quer voltar, o
segundo quer lutar, o terceiro quer jogar-se ao mar, o quarto se mobiliza em oração.
Como
leituras da alma, essas quatro posturas representam resistências do corpo. A
própria ideia de acampar é, em si, uma forma de “empacar”. Aquele que propõe o
retorno reconhece o poder do lugar estreito. Esse lugar do hábito é tão
poderoso que foi uma ilusão se deixar levar pelo sonho de sair. Tudo estava
errado desde o início e a proposta de voltar pressupõe uma vida estreita e em
conformidade com a realidade e as limitações que esta impõe.
Lutar, por
sua vez, é a crença de que se poderá fazer do próprio lugar estreito um lugar
mais amplo. Se o lugar estreito é poderoso para impor-se como realidade, o que
resta é desafiá-lo, como se a estreiteza fosse externa e não um processo de
relação entre o mundo externo e o interno. Jamais devemos esquecer que o lugar
estreito um dia não o foi.
Jogar-se ao
mar é a atitude do desespero. É a entrega do corpo na descoberta de que a alma
propiciou um limbo insuportável em que não há mais o passado que o definia nem lhe é permitido um novo futuro que o redefina. Na busca de um novo ‘bom’, não se encontra um novo ‘correto’
e a única saída é pagar o preço de não se ter bancado o ‘correto’ do passado
mesmo que o ‘bom’ fosse inadequado. Desse desespero surge a resignação de que,
apesar de não se voltar ao lugar estreito, jamais se poderá atingir um novo lugar
amplo.
Orar é um
recurso de fazer da situação do ‘novo’ uma reprodução do lugar estreito. Numa
aparente resolução das demandas da alma, o corpo exige que a realidade seja ‘compassiva’
com ele, permitindo que o novo lugar não exija dele uma nova definição de si. O novo lugar é o velho sem parecer-lhe estreito.
Muitos de nossos sonhos do pós-vida se classificam nessa categoria.
A beleza da
interpretação chassídica está na utilização do versículo (Ex. 14:13), que
esboça a reação de Moisés, o líder e representante dos interesses da alma (o
empreendedor da saída do lugar estreito): ‘E disse Moisés ao povo: (1) Não
temais, ficai e vede a salvação do Eterno;
(2) porque os egípcios que vedes hoje não volvereis a vê-los nunca mais; (3) o
Eterno lutará por vós e (4) vós vos calareis.’
Segundo
essa interpretação, temos aqui uma resposta aos quatro acampamentos. Aos que
queriam se jogar no mar: ‘Não temais, ficai.’
Aos que desejavam voltar: ‘Não volvereis a vê-los nunca mais.’ Aos que se
propunham a lutar: ‘O Eterno lutará por vós.’ E aos que oram: ‘Vós vos
calareis.’ Nenhum dos acampamentos representa o futuro e a saída. Todos eles
são variações sobre a hesitação e a vacilação. São, na realidade, a fronteira
onde um corpo morre para renascer com uma mesma alma em outro corpo – do outro
lado da margem.
Mas, se
nenhuma dessas condutas é apropriada, qual é o caminho então? Não nos
esqueçamos da realidade que interpõe um mar entre um corpo e outro. A resposta
de D’us às vacilações do corpo, ou seja, resposta proveniente da fonte de toda
alma e todo futuro, é igualmente decisiva e intrigante (Ex. 14:15): ‘Diga a
Israel que marche.’”
Rabino Nilton Bonder - Processos de traição, A alma Imoral
É isso. “marche!”. Nasça
de novo.
Para nascer de novo não
precisamos voltar ao útero, e sim, deixar o lugar estreito onde estamos. Seja ele qual for.
Então, tenha coragem de deixar “seu”
lugar estreito para NASCER DE NOVO, QUANTAS VEZES FOREM NECESSÁRIAS.
No próximo texto tratarei dos quatro
comportamentos da vida no lugar estreito.
Deus seja conosco.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
PREFIRO CONFIAR A TER FÉ.
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É isso mesmo, prefiro CONFIAR a
ter Fé. Poucas pessoas nesse universo religioso querem saber de fato a origem
daquilo que creem; menos ainda, os líderes que ensinam invencionices ancestrais.
Isso porque mudar dá trabalho, leva tempo, é desgastante e muitas vezes
frustrante; é preciso “passar o atestado” de herege, de desviado, de
blasfemo, de louco.
(...)
No entanto, outras pessoas, indo
na direção contrária ao fluxo da ignorância religiosa questionam tudo lhes
causa incômodo, toda e qualquer informação que lhes traga dúvida. Esses recebem
a pecha de “Tomé”, os eternos duvidantes, aqueles que foram possuídos
pelo “espírito maligno da dúvida”. Mas eu “pago o preço” com
muito prazer.
Em 2004 escrevi um ensaio sobre a
“fé”, chamado “Água da Pedra”, um trabalho que tentava mostrar que o “caminho
da fé” seria feito em algumas etapas e para isso evoquei o patriarca Abraão
e seu caminho, da promessa feita por DEUS até a concretizada em Jacó e seus
filhos. Mas por razões que pertencem somente ao TODO PODEROSO, esse ensaio
nunca saiu de uma das prateleiras da minha biblioteca – ainda em sua forma
original, impresso e encadernado artesanalmente. Muito anos depois, resolvi
rever o que havia escrito e percebi o quanto eu havia torcido fatos bíblicos
por desconhecer a história. Então retornei aos estudos sobre a “fé”. Ei um
resumo do que encontrei.
EM 300 E.C, UMA MENINA CHAMADA
FÉ.
No ano de 303, aproximadamente, o
imperador romano Diocleciano, em sua cruzada contra os seguidores dos ensinos
de Jesus, teria invadido uma pequena vila francesa conhecida hoje por Conques.
Lá, segundo relatos, os soldados do imperador teriam estuprado, torturado e assassinado
uma menina de aproximadamente 13 anos, que segundo registros históricos, mesmo
diante de tanta crueldade não teria negado sua confiança nos ensinos do
Messias; seu nome, segundo esses mesmos relatos, era Fé. A morte da garota Fé, teria
se dado em outubro daquele ano.
Outro registro sobre a menina Fé pode
ser encontrado em um sitio na internet dedicado à devoção aos mártires da
igreja católica, que assim relata:
“A pequena
Fé, nascida em uma rica família de Agen, foi convertida ao catolicismo pelo
bispo São Caprasio. Tinha 12 anos quando eclodiu a perseguição de Diocleciano.
O prefeito Daciano mandou prendê-la e não conseguindo convencê-la a sacrificar
aos ídolos, fez com que ela fosse colocada sobre uma chapa de ferro em brasa.
Uma tempestade providencial apagou o fogo, e finalmente a pequena Fé foi
decapitada. Sua vida está relatada em um poema do século XII, conhecido como “A
Canção de Santa Fé”.
* O segundo
relato me parece estranho, pois o catolicismo só existiu depois da unificação
entre religião e estado promovida por Constantino I, depois de se fazer
imperador romano.
O episódio atroz teria sido mais
um entre os milhares promovidos pelos perseguidores dos discípulos de Jesus, se
alguns anos depois, por meio de um édito, Constantino I decretou que todos os
atos de devoção extrema seriam chamados de “FÉ”, em homenagem a menina de
Conques; fato plenamente conhecido por ele, já que servira a Diocleciano como
um de seus oficiais.
Depois que Constantino tornou-se
imperador e afirmara ter-se convertido a religião do profeta Jesus, passou a
ditar as regras religiosas e doutrinárias; Os livros Bíblicos, principalmente
os compunham o Novo Testamente sofreram a interferências do imperador,
possivelmente a principal delas foi que passaram a possuir em seu corpo textual
o termo “fé”, no lugar do verbo confiar.
Um estudo acadêmico profundo da
historicidade do Livro “Aos Hebreus” – a conhecida epístola de Hebreus –,
revela que o capítulo 11 – o capítulo da fé – pode ter sido inserido
depois de sua compilação final. Esse o motivo de existirem 13 capítulos e não
12.
Os relatos acima podem parecer
heréticos para você, mas são verdadeiros. Fé realmente foi uma garota de 12
anos que morreu de forma brutal por sua crença nos ensinos do Messias. Hoje em
Conques existe uma abadia em homenagem a ela, a Abadia de Santa Fé.
ANTES, NO DESERTO, “EMUNAH”, CONFIANÇA
EM DEUS.
Não há como dissociar a crença
que a religiosidade ocidental possui no Divino, dos relatos hebreus registrados
no TaNaK – conhecido por nós como o Antigo Testamento – em especial os ensinos
da TORAH – os cinco primeiros livros da Bíblia ocidental conhecidos como “Pentateuco”.
É nesse momento histórico iniciático, no livro de Shemot – “Os Nomes”
–, conhecido como o livro de Êxodos, que se encontra pela primeira vez o
verbo “confiar” ou sua ação, a “confiança” – Êxodo 17:12.
O episódio relatado dos versos 8
até o 16, mostra uma batalha campal entre um rei chamado Ameleque e os hebreus.
Diz o Shemot, que Moisés, o levita libertador do povo hebreu, subiu a um lugar
alto de onde pudesse ser visto por todos que pelejavam; diz o texto:
“Então veio
Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim. Por isso disse Moisés a Josué:
Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu estarei sobre o
cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão. E fez Josué como Moisés
lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume
do outeiro. E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel
prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. Porém as
mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo
dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de
um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se
pôs. E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada.”
Êxodos 17:8 a 13 (Destaque meu no verso 12)
O verso em destaque contém, na
versão hebraica, a primeira referência clara do verbo “emunah”, CONFIAR.
Nele, no verbo, estão registrados os atos de confiança:
a) de Moisés
que obedeceu a ordem Divina;
b) de Josué,
que seguiu suas ordens, e
c) do povo que
confiava nele, Moisés, por ver que ele estava intercedendo por eles naquela batalha.
d) Além
desses, Arão e Hur que viram a necessidade de socorrer Moisés na hora do
cansaço, providenciando um assento e apoiando seus braços para que o povo
continuasse vendo o ato de seu líder.
Mesmo que “emunah” – CONFIAR,
tenha sido traduzida pelos primeiros teólogos como “apoiar”, essa
tradução não carrega o profundo significado do verbo. “Emunah” não é
apoiar , é confiar o que se faz, é: demostrar confiança tendo como
base a experiência proveniente de conhecimento.
O verbo “emunah” carrega
consigo a necessidade da experimentação, do conhecimento; ou seja: SÓ
CONFIA, QUEM EXPERIMENTA; SÓ CONFIA QUEM CONHECE. É exatamente essa a afirmação
do Apóstolo Paulo, quando estimula essa atitude aos seguidores do Messias em
Roma:
“Portanto,
pelo fato de sermos considerados justos diante de DEUS por causa de nossa
confiança; continuamos a ter shalom com DEUS por meio de nosso senhor Jesus, o
Messias. Também por meio dele, e com base em nossa confiança, obtivemos acesso
à sua graça, na qual permanecemos; dessa forma, alegramo-nos com a esperança de
experimentar a glória de DEUS. Mas não apenas isso: alegremo-nos também por
nossas dificuldades, porque sabemos que as dificuldades produzem resistência,
resistência produz caráter, e caráter produz esperança; e essa esperança não nos
decepciona, porque o amor de DEUS por nós já foi derramado em nosso coração,
pelo Ruach HaKodesh que nos foi outorgado.” Romanos 5:1 a 5 – Bíblia Judaica
Completa.
O Apóstolo sabia do que falava.
Pena que o clero constantiniano
acrescentou termos novos e mudou propositalmente muitos dos termos originais
para fazer valer seus éditos, palavras gregas e latinas foram cunhadas na
tentativa de santificar seu ato torpe de adulterar a Palavra. Dois dos mais
comuns são os neologismos: “cristo”, originado no termo grego “cresto”,
que significa “uma boa pessoa”, e “pisteus”, termo cunhado com a
intenção de enraizar nas Sagradas Escrituras o nome da menina Fé, morta por seu
antecessor no comando de Roma.
Tais afirmações podem ser
estranhas para você, mas são verdades que modificaram totalmente minha forma de
ler e observar o mover de DEUS na história.
Mas, caso você ainda esteja em
dúvida quando agir com CONFIANÇA em DEUS a ter fé n’Ele, lhe proponho um teste.
Saiba que tudo que tem envolve os
atos do SENHOR, é VERBO. Exemplo: ELE identifica-se a Moisés como “EU SOU ...”
(verbo ser); o Messias é declarado por João como SENDO o Palavra (verbo ser);
(...). Confiar é um verbo que pode ser conjugado em qualquer tempo, de qualquer
modo, e por todos as pessoas. Agora, tente conjugar fé. Impossível. Fé não é
conjugável por que não é verbo é nome próprio, identifica alguém e não um
sentimento, uma atitude, um comportamento.
Por isso, dentre tantos outros
fatores que não foram mencionados neste texto, que eu PREFIRO CONFIAR A TER FÉ.
“Por cuja
causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho
crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele
dia.” (II Timóteo 1:12)
Boa reflexão.
Deus seja conosco.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
“NASCEMOS PARA MUDAR O MUNDO”
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“Bem-aventurados
os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que
choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles
herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque
eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão
misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados
os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os
que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados
sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal
contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso
galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.”
Evangelho de Mateus, 5:3 a 12
A maldade humana me agride, me incomoda,
me fere, me angustia. Fico admirado como tanta gente gasta tempo assistindo filmes
de terror, e/ou filmes que mostram a maldade humana com tanta naturalidade. O
mal existe e não preciso de filmes ou documentários para saber disso – ele vive
em mim.
Sofro com a desumanidade que
causa tanta desgraça aos seres da terra; me incomoda a frieza dos políticos,
que sequer pensam além de seus gabinetes e/ou casas luxuosas, quando roubam
descaradamente recursos públicos destinados ao bem comum; me sinto agredido
pelo cinismo dos religiosos criadores de fantasias e doutrinas humanas, que se
aproveitam desse povo cansado de tanto engano e que busca em congregações
religiosas um refrigério e só encontra mais engano, mais desassossego, mais
frustração; me revolta o sentimento de impotência diante do quadro educacional
brasileiro que fecha os olhos para a realidade de uma multidão de analfabetos
funcionais e abraça as estatísticas ilusórias que “mostram”, sermos um
País educado. Essas mentiras me agridem.
E nesses momentos em que me sinto
agredido por tanta maldade externa, me percebo odiando meus agressores e me
reconheço tão desumano quanto eles. É assim que sei do mal que vive em mim
(...), da mesma forma que vive em qualquer outra pessoa.
(...)
Me agarro à Palavra quase que
desesperadamente e permito que Ela me abrace e me sustente com a Bondade do
Eterno. Procuro transformar toda essa inquietação em criatividade, em produção
do bem, em vida. Por vezes não consigo, outras vezes consigo realizar algumas
coisas produtivas para a humanidade que me cerca.
Um dia, conversando com Mamãe
Ruth, expus à ela esses meus momentos de angustia e ela me disse calma e segura:
“filho, eu também me sinto assim as vezes, mas nascemos para mudar o mundo e
sem essa angustia não saberíamos o que mudar.”. Nunca esqueci, e quando me
sinto assim, como hoje, incomodado com a desumanidade, eu lembro do dito da
minha sábia Mãe: “nascemos para mudar o mundo.”
É isso.
Deus seja com todos nós.
domingo, 19 de fevereiro de 2017
CADA UM ORE SOZINHO, EM SI MESMO.
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O dilema do sofrimento humano tem
levado muitas pessoas aos extremos. Umas revoltam-se contra DEUS por não
aceitarem que ELE, sendo bom, permita que “coisas ruins aflijam pessoas boas”
se posicionam-se num extremo de desilusão e de revolta; manifestam esses
sentimentos entregando-se ao estado de degradação; muitas vezes violentos ou
extremamente debochados, distanciam-se da Paz. Outras, pelo mesmo motivo, enterram-se
em afazeres religiosos penitentes como se soubessem que a “coisa ruim”
que lhes causa o sofrimento é merecida; passam a viver uma vida sôfrega e
desgostosa, insípida, insignificante, (...), distanciam-se também da Paz.
(...)
A Paz está no meio do caminho,
longe dos extremos, pois neles, estão as multidões de revoltados certinhos e de
devotos erradinhos. A Paz é o ponto de equilíbrio entre esses
sentimentos/comportamentos extremos. É o que nos ensina o Livro Eclesiastes
(7:16 a 18).
(...)
JESUS, no capítulo 6 do Evangelho
de Mateus, nos versos 5 a 7 diz que a prece, a reza, a oração, a conversa com o
PAI deve ser solitária, quieta, sem alardes, sem plateia; uma prática “mano-a-mano”
com DEUS; você e ELE somente. Mas qual o motivo?
Acho que a razão para o MESTRE
ter aplicado esse ensinamento está intimamente relacionada com os Livros da VERDADE
– EMeT – , Jó, Provérbios e Salmos (nessa ordem de leitura, como já expliquei
em publicação anterior), mais precisamente relacionada com o Livro do Jó. O início
da caminhada/leitura em busca da VERDADE.
“1 HAVIA um
homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e
temente a Deus e desviava-se do mal.
2 E
nasceram-lhe sete filhos e três filhas.
3 E o seu
gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e
quinhentas jumentas; eram também muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira
que este homem era maior do que todos os do oriente.
4 E iam
seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e
mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles.
5 Sucedia,
pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os
santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o
número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e
amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente.”
Jó 1:1 a 5
A firmeza sutil da afirmação
encontrada nesse texto me assusta: JÓ NÃO PERMITIA QUE SEUS FILHOS PEDISSEM
PERDÃO POR POSSÍVEIS PECADOS CONTRA O TODO PODEROSO. Ele fazia sacrifícios em
lugar dos filhos, como se num ato de superproteção, JÓ ORAVA AO DEUS SUPREMO EM
LUGAR DOS FILHOS.
Nos diálogos entre DEUS e Satan,
esse fato fica aparentemente escondido dos olhos desatentos das teologias e
religiões (...), mas, parece ser o centro da conversa entre PAI e filho (Jó
1:6). Outro fato que confunde e torna ignorante o entendimento sobre as
tragédias ocorridas com Jó e seu sequente sofrimento é a falta de conhecimento
do termo “justo” – Tzadik – , na afirmação DIVINA:
“Não há ninguém
na terra é semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se
desvia do mal.”,
Parece-me estar declarada a falha
de Jó. Apesar de ser reconhecidamente um homem “integro porque temia a DEUS”
e “reto por desviar-se do mal”, Jó não era justo. Não deixava as coisas
seguirem seu curso natural.
Mas se Jó era um homem íntegro, temente
a DEUS e reto, desviava-se do mal, porque sofreu tanto? A resposta é óbvia –
aos que encontram a verdade: ELE COLOCOU-SE EM LUGAR DOS FILHOS. ELE OROU EM
LUGAR DOS FILHOS, ELE SACRIFICOU EM LUGAR DOS FILHOS, ELE TORNOU-SE PECADOR EM
LUGAR DOS FILHOS. Sofreu por não ter sido vocacionado para MESSIAS, sofreu
tanto por não ter permitido que seus filhos pagassem pelos erros possivelmente
cometidos (Jó 1:5). Ninguém, senão o ESCOLHIDO DE DEUS poderia ser o Salvador
de outros semelhantes.
Me parece que essa teria sido a
razão ou uma das razões, para que JESUS, milhares de anos depois de Jó
ensinasse aos seus alunos que NINGUÉM DEVE ORAR EM LUGAR DE ALGUÉM, NEM EM
LUGAR PÚBLICO. Não devemos porque não podemos, somos únicos, somos individuais,
nosso coração é nosso, nossa alma é nossa, nosso espírito é nosso, simples
assim. Não posso orar em lugar de quem quer que seja pois o PAI estará julgado
a mim e não meus familiares, meus amigos, (...).
Minha oração é minha autenticação,
minha impressão digital diante do DIVINO.
Mas história de Jó que se inicia
com um erro: ORAR EM LUGAR DE..., termina com a orientação DIVINA para o
acerto: ORAR POR... (Jó. 42:8). Assim devemos fazer, Orar pelas pessoas, nunca
em lugar delas.
O sofrimento de Jó se encerra
quando ele entende, em seu íntimo essa questão e diz ao TODO PODEROSO: “Agora
meu testemunho está no céu; meu advogado está lá no alto.” (Jó 16:19). A
afirmação de Jó é clara “MEU” testemunho, “MEU” advogado. Um individualismo
grave e poderoso; agride os que estão as superficialidade da vida – não importando
o tempo e a idade que possuam, envolvidos com a religião e/ou práticas religiosas.
Então não posso orar por meus
filhos? Não posso interceder pelos enfermos? Não posso orar por ninguém? NÃO SÓ
POSSO, COMO DEVO. Mas, orar “POR” e não “EM LUGAR DE”. Gostaria
que você refletisse sobre isso.
Quando oramos “em lugar de”,
estamos retirando a pessoa do alvo de nossa prece, estamos retirando da própria
pessoa a responsabilidade de nutrir uma relação viva com o TODO PODEROSO; Quando
ficamos “em lugar de” seria como se DEUS olhasse para ela através de
nós. Isso está errado, não pode ser, somente JESUS tem esse poder de “servir
de identidade” perante o PAI, só ele pode realizar esse papel, só JESUS
pode “emprestar” sua “impressão digital” para que as “portas
dos ouvidos” do PAI se abram para nós. Por isso, entramos na presença de
DEUS “em nome de Jesus”; Ele é nosso “avalista”. Nossa relação com
aqueles a quem amamos deve ser a de ensino, a de instrução, devemos deixar que
construam seus relacionamentos com o DEUS SUPREMO sozinhos, mesmo que sofram,
mesmo que chorem, mesmo que adoeçam, mesmo que percam (...), devemos pedir por
eles mas nunca em lugar deles. Não sei se me faço entender...
Devemos orar em praça pública? Nunca!
Devemos orar nas congregações em voz alta? Nunca! Devemos mostrar aos outros que
oramos? Nunca! Isso, para que ninguém jogue sobre nós a própria responsabilidade
de construir sua própria relacionamento com o PAI.
Devemos nos fechar, nos trancar,
fugir das multidões, fugir das câmeras, rejeitar o exibicionismo, abandonar os
ritos de popularidade e buscar ao SENHOR no silêncio da solidão. Uma solidão
íntima, tranquila, quieta; indolor. Não dói, pois é o lugar onde DEUS está, o
que dói é o sentimento; e se estiver doendo, chore sozinho diante DELE, para
que sua relação com ELE se construa de forma sincera, honesta e inabalável, sem
nenhuma interferência externa. Só você e seu DEUS, mano-a mano.
Estou aberto aos questionamentos,
por meio dos “comentários”, no privado e por e-mail: pr.alexandrerocha@outlook.com.
Deus seja conosco.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
UM DELES É MEU ALUNO...
Ontem foi um daqueles dias nos
quais me senti derrotado.
Ontem à tarde recebi a notícia que
os marginais que depredaram e assaltaram a Escola Estadual Maria Ivone Leite,
foram descobertos e capturados; para minha tristeza, três desses marginais são
crianças, duas de 14 anos e uma de 12 anos. Mais triste fiquei quando me foi
informado que um deles, de 14 anos, estudou na Escola ano passado e foi
matriculado esse ano. Aparentemente, “um garoto gente boa”. Uma confusão
de imagens e sentimentos me vieram a mente (...), foi ai que me senti um
derrotado.
Hoje, me sinto derrotado por um
sistema político corrupto e inoperante composto em sua maioria por pessoas
despreparadas e desumanas que só pensam em se locupletar com o dinheiro fácil
dos nossos impostos – o famoso e pouco entendido “dinheiro público”; um
sistema que não funciona mais, e está desmoronando a cada dia exposto aos
esguichos de um simples “lava jato”;
Me sinto derrotado pelo sistema social
colapsado que precisa de “pulissa” para se manter controlado. Sem os “homens
da lei” e suas ameaças a urbanidade desaparece completamente – vide as
cidades do Espírito Santo. Praças de guerra, cenas de filmes apocalípticos
(...);
Me sinto derrotado pelo sistema
educacional despreparado, ignorante e idólatra – ADORA OS NÚMEROS ESTATISTÍCOS,
EM SUA MAIORIA FABRICADOS –, um sistema que não possui uma rede de diagnóstico
precoce de alunos com índole criminosa – teríamos mais controle com um
diagnóstico psicossocial eficiente. Mas não há interesse político de contratar
mais psicólogos e assistentes sociais competentes para atender uma demanda cada
vez maior de crianças marginais e ou em processo de marginalização (será que sabem
o que significa o termo “marginal”?); O sistema educacional brasileiro tem
formado péssimos profissionais, muitos desses “professores” tão marginais
quanto seus alunos – vide os muitos relatos sobre professores que estupram
(mesmo que consensualmente) alunos: meninas e meninos; Nós, Professores, também
precisariam passar por exames psicológicos semestrais – no mínimo – para que a
integridade nossa, dos alunos e das instituições seja mantida a Escola se torne
realmente um lugar de preparo para o futuro;
(...)
Me sinto derrotado pelos sistemas
religiosos alienados e desumanizados por Mamon – o deus do dinheiro. É triste admitir
isso pois além de professor também sou pastor, acredito na salvação da
humanidade, creio no amor como remédio milagroso, vivo a esperança de poder
curar milagrosamente a mim e aos meus com atitudes e gestos de amor; talvez esse
fato esteja me causando maior dor pois não vejo por perto nenhuma congregação
da Grande Igreja de Jesus fazer trabalhos de apoio às escolas no tocante aos “alunos
problema”, estão encastelados em seus templos, protegidos do fedor das
gentes, tranquilamente acomodados em seus lugares – cativos – refrescando-se na
potente central de ar-condicionado, (...);
Me sinto derrotado pelo sistema
familiar fracassado que ainda tenta, de forma agoniada, se impor como o único
modelo correto: pai, mãe e filhos. Esse modelo não existe mais! Mais da metade
dos alunos da rede pública são filhos só de mãe, não conhecem seu genitor, ou
foram paridos e dados para a vó, ou para a tia, ou para outra pessoa que os
cria e trata como “filhos”, e que nos momentos de raiva, lançam no rosto
desse, seu abandono; outro fato que é jogado pra baixo do tapete social é a
violência sexual que nossas crianças sofrem dentro e fora casa. São meninas e
meninos violentados sexualmente por seus genitores e/ou parentes (...), NÃO HÁ
COMO UMA CRIANÇA VIOLENTADA SEXUALMENTE APRENDER MATEMÁTICA, PORTUGUÊS,
HISTÓRIA, GEOGRAFIA (...), SABENDO QUE EM CASA HÁ UM TARADO DE PAU DURO LHE
ESPERANDO. Não é ofensivo o que escrevo, é a verdade. E NÃO HÁ QUEM PROTEJA
ESSAS CRIANÇAS! O sistema familiar tradicional não existe mais e isso precisa
ser entendido. Os sistemas sociais, religiosos, educacionais e governamentais
precisam sentar, conversar e achar uma solução para tratar o assunto sem exacerbações
de qualquer dos lados.
Me sinto derrotado por minhas
limitações, que são muitas. Poderia me acalmar com a justificativa que no ano
passado dei aula para quase 1.000 alunos por semana e não havia, humanamente
falando, a menor possibilidade de eu diagnosticar alguma personalidade marginal
em meus alunos, mesmo buscando atentamente e empregando todo o conhecimento que
“ser pastor” e o “mundo espiritual” me proporcionam; poderia me
acalmar com esse fato, mas não posso. Não faz parte da minha índole “me
entregar de mão beijada” para as situações adversas da vida. Creio que 90%
das crianças da Rede pública podem ser salvas com mais atenção, mais amor e
acima de tudo uma política educacional eficiente. Mas há os 10% (ou mais) que
nunca serão alcançados por esse amor, por essa atenção, por esse bem; são
crianças totalmente destruídas pelo vício em drogas – pasmem, pelas influências
marginais existentes dentro do ambiente onde moram (...) e nas redondezas.
Essas, INFELIZMENTE, precisam ser descartadas para que eu possa dar atenção aos
que se querem salvar. É duro, mas é verdade, não sofro da síndrome de messias. NÃO
QUERO SALVAR A TODOS, QUERO SALVAR AQUELES QUE QUEREM SER SALVOS. E por mais
que isso me corte a alma e me perturbe o espírito. É assim que é, simples assim.
(...)
Não pense você que sou um ser
humano perfeito (feito por completo); não sou. Acho que estou muito distante da
perfeição predita nos Livros Sagrados e em especial na BÍBLIA. Sou impaciente,
as vezes intolerante, outras vezes até irascível (...); não me engano. Sei exatamente
quem e como sou. Mas nessa caminhada de vida a Misericórdia do Deus Supremo tem
feito seu trabalho e muitas “falhas de sistema”, em mim, têm sido
resolvidas, algumas que ainda não foram parecem estar sob controle, outras nem
tanto, mas a vida segue e eu sigo com ela buscando diariamente melhorar minha
existência como ser humano e salvar aqueles que comigo caminham seu caminho.
(...)
Oro para que mais pessoas se
desassosseguem, se incomodem, e juntos possamos criar uma solução para o
problema da marginalidade infantil aqui em Itacoatiara. É possível, isso já acontece
em muitos interiores do Brasil, onde os professores resolveram “sair da caixa”
e mandaram os sistemas educacional, religioso e político pra “tonga da
mironga do caburetê”, fizeram a mudança acontecer.
Não acreditas!? Use a internet
para o bem, deixe de assistir as novelas emburrecentes da Globo e seus BBBs idiotizantes,
vá procurar solução para esse problema ele também é seu – ou será.
(...)
Que o SENHOR de MISERICÓRDIA atue
no coração das mães, pais e familiares verdadeira enlutados por terem seus filhinhos
presos por já serem assaltantes, por verem seus queridos – espero que realmente
sejam – estarem à margem da sociedade, sendo marginais.
DEUS SEJA COM TODOS NÓS!
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
ACHE A VERDADE DENTRO DA VERDADE E SEJA LIBERTO
O episódio relatado no capítulo oito
do Evangelho de João, onde um grupo de Judeus Religiosos provam a fidelidade de
uma mulher prosélita, fazendo-a passar por adultera sexual, revela algumas
práticas daquele povo, e em especial uma para mim, fascinantes, os “Acrósticos Sagrados”
(...). Tal afirmação pode até parecer tolice, mas ela é um fato. Não pretendo
gastar tempo – nem linhas – comprovando tal prática dentro do Livro
Santo, pretendo deter-me na “Verdade que liberta”; já escrevi
anteriormente sobre o tema, mas não me custa retomá-lo para alcançar mais
pessoas que estejam interessadas nessa Verdade Libertadora que vem do alto.
Contrariando algumas linhas
teológicas, Jesus não falava o grego com seus discípulos, conversava com eles
em hebraico e aramaico, nenhum deles sabia o grego, ou não sabia-o fluentemente,
como muitos pensam, a prova disso pode ser encontrada no capítulo seis do
livros dos Atos dos Apóstolos, onde as pessoas que foram escolhidas deveriam
saber falar o idioma grego para entender e atender as “viúvas gregas” em
suas necessidades (...); é assim que entendo.
No texto do Evangelho de João,
capítulo oito, onde há o relato da discussão entre os líderes religiosos – que
haviam programado aquele teatro (João 8:6) – e Jesus, o Mestre os provoca
academicamente ao dizer que se eles descobrissem suas “Verdades dentro da
Verdade” eles seriam libertos da ignorância acadêmica/religiosa (João
8:32); tal ignorância acadêmica era tamanha que culminou com o fato de eles obrigarem
aquela mulher que desejava tornar-se judia, admitir publicamente seu adultério,
numa referência clara aos relatos Tanakianos (relatos do TaNaK, a Bíblia
Hebraica) das práticas politeístas que eram identificadas por Deus como prostituição
e adultério espiritual – não físico.
(...)
A provocação acadêmica que Jesus
fez aos teólogos que com ele discutiam – achar a Verdade dentro da Verdade
– tinha por intenção revelar a ignorância espiritual deles e o profundo
conhecimento acadêmico dele. Jesus não poderia julgar aquela mulher, não era juiz,
e caso ela tivesse sido realmente pega em uma prática sexual condenável, ela já
deveria ter sido morta por apedrejamento, pois, segundo aqueles homens, a “Lei
de Moisés” legalizava tal prática (João 8:5).
(...)
Até hoje, aquela provocação Divina
ecoa pelo universo religioso: “Achem suas verdades dentro da verdade e
sejam livres”. Mas onde está a Verdade que esconde a Verdade que
liberta?
(...)
Na ordem literária original do TaNaK,
que é formado por três volumes principais: Torah (Ensino), Neviim (Profetas) e
Ketuvim (Escrituras) – um deles, possui importância especial no contexto
apresentado pelo mestre, precisamos saber disso para que possamos entender o
que Jesus queria dizer com “achar a verdade dentro da verdade”, essa
volume é o Ketuvim, ocidentalmente, fez-se conhecer como “Escrituras” ou “Escritos”.
A primeira parte desse volume literário chama-se: “Os Livros da Verdade”.
(...)
A primeira razão para que esse
conjunto de três livros possua esse nome, é por terem em suas primeiras letras
hebraicas originais, a formação da palavra “verdade” – em hebraico,
אמת – Alef,
Mem e Tav, EMeT – postas
da direita para a esquerda. A segunda, por esconder dentro de cada
um desses livros, uma verdade específica que ao ser descoberta pelo leitor, liberta-o
das amarras religiosas, doutrinárias e dogmáticas – esse é o contexto da
narrativa do Evangelho de João 8.
(...)
Mas essa, é uma busca solitária.
A verdade encontrada pelo leitor é individual, não grupal ou coletiva – como querem
muitos. A PRIMEIRA VERDADE DENTRO DA VERDADE É A INDIVIDUALIDADE NA
RELAÇÃO COM O DEUS SUPREMO, as demais, também individuais, cada leitor
irá descobri-las de acordo com sua percepção de DEUS e suas necessidades
próprias.
(...)
Outra verdade que precisa ser
revelada aqui é a ordem das leituras.
(...)
As letras que formam a palavra EMeT,
verdade em hebraico, na ordenação dos “Livros da Verdade” dentro do TaNaK,
estão ordenadas de forma ascendente, ou seja, de baixo para cima; isso por quê,
quem procura o ensino da Verdade está em baixo, o indivíduo, o Alef
– a primeira letra do alfabeto hebraico, e quem possui a verdade está em cima,
o Divino, o Tav – a última letra do alfabeto hebraico. No meio
do caminho em busca do conhecimento que liberta, existe a letra Mem
– a letra “central” do alfabeto hebraico, que pretende representar a
transformação da “pessoa” em “ser humano”; Mem
também é a letra que inicia o nome Mashiach – Messias, o Salvador
da nossa humanidade. Por isso, é que Jesus, em um dos diálogos com seus alunos
responde a Tomé, ser ele, Jesus, era a Verdade (João 14:6); Jesus estava se
identificando com o MEM da palavra EMeT – Verdade em
hebraico.
(...)
Para conhecermos a Verdade dentro
da Verdade precisamos nos reconhecer finitos, necessitados desse conhecimento e
sobretudo ter coragem para encontrar as Verdades que nos serão reveladas.
(...)
Então, segundo o que aqui é apresentado,
a Verdade que liberta está escondida dentro dos Livros da Verdade,
Jó, Provérbios e Salmos – nessa ordem. Para encontrá-la
precisamos ler esses livros “meditando de dia e de noite” (Salmos 1:2) assim,
seremos alcançados pelas verdades contidas neles (...). Abaixo relaciono uma
ordem de leitura que pratico durante os 30 dias do mês, (...).
LEITURA DOS LIVROS DA
VERDADE
Dia 1: Jó 1 e 2;
Provérbios 1; Salmos de 1 a 9;
Dia 2: Jó 3; Provérbios 2;
Salmos de 10 a 17
Dia 3: Jó 4; Provérbios 3;
Salmos de 18 a 22
Dia 4: Jó 5 e 6;
Provérbios 4; Salmos de 23 a 28
Dia 5: Jó 7; Provérbios 5;
Salmos de 29 a 34
Dia 6: Jó 8; Provérbios 6;
Salmos de 35a 38
Dia 7: Jó 9; Provérbios 7;
Salmos de 39 a 43
Dia 8: Jó 10 e 11;
Provérbios 8; Salmos de 44 a 48
Dia 9: Jó 12; Provérbios
9; Salmos de 49 a 54
Dia 10: Jó 13; Provérbios
10; Salmos de 55 a 59
Dia 11: Jó 14 e 15; Provérbios
11; Salmos de 60 a 65
Dia 12: Jó 16; Provérbios
12; Salmos de 66 a 68
Dia 13: Jó 17 e 18;
Provérbios 13; Salmos de 69 a 71
Dia 14: Jó 19; Provérbios
14; Salmos de 72 a 76
Dia 15: Jó 20 e 21;
Provérbios 15; Salmos de 77 a 78
Dia 16: Jó 22 e 23; Provérbios
16; Salmos de 79 a 82
Dia 17: Jó 24 e 25;
Provérbios 17; Salmos de 83 a 87
Dia 18: Jó 26 e 27;
Provérbios 18; Salmos de 88 a 89
Dia 19: Jó 28; Provérbios
19; Salmos de 90 a 98
Dia 20: Jó 29; Provérbios
20; Salmos de 97 a 103
Dia 21: Jó 30 e 31; Provérbios
21; Salmos de 104 a 105
Dia 22: Jó 32; Provérbios
22; Salmos de 106 a 107
Dia 23: Jó 33; Provérbios
23; Salmos de 108 a 112
Dia 24: Jó 34; Provérbios
24; Salmos de 113 a 118
Dia 25: Jó 35; Provérbios
25; Salmos de 119 de 1 a 96
Dia 26: Jó 36; Provérbios
26; Salmos de 119 de 97 a 176
Dia 27: Jó 37; Provérbios
27; Salmos de 120 a 134
Dia 28: Jó 39; Provérbios
28; Salmos de 135 a 139
Dia 29: Jó 40; Provérbios
29; Salmos de 140 a 144
Dia 30: Jó 41 e 42;
Provérbios 30 e 31; Salmos de 145 a 150
(Quando no mês houver o dia
31, repetir a mesma leitura do dia 30)
A TECNOLOGIA E A VERDADE
Com o advento da tecnologia,
ouvir os Livros da Verdade tornou-se uma opção interessante, para quem possui áudios
dos livros de Jó, Provérbios e Salmos, pois pode ordená-los da mesma forma
proposta aqui e ouvi-los. Se desejar, pode também criar um play list no
aparelho celular e aproveitar o tempo para ouvir a Verdade dentro da
Verdade.
Deus seja com todos.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
NO CAMINHO, LEVE APENAS VOCÊ.
O título pode até parecer
egoísta, mas não o é; é apenas a observação honesta de quem já perdeu muito – do
tempo, das forças e do próprio caminho – tentando levar no caminhar da
existência outras pessoas – e coisas – além de si mesmo.
O poeta espanhol Antônio Machado (1875 – 1939), diz ao “Caminhante”:
“Caminhante, são teus passos o caminho e nada mais;
Caminhante, não há caminho, faz-se caminho ao caminhar.
Ao andar se faz caminho, e ao voltar a vista atrás se vê a senda que
nunca se voltará a pisar.
Caminhante, não há caminho, mas
sulcos de escuma ao mar.”
Jesus, o Messias do Eterno Deus,
afirma que o caminho que leva a Deus existe, sendo Ele, Jesus, esse caminho
para a existência humana chegar-se ao Divino (Evangelho de João 14:6).
Aparentemente as afirmações
poéticas se contradizem, mas apenas na aparência. Elas se completam
perfeitamente, pois o “caminho” que Machado diz existir somente “ao caminhar”
foi caminhado por Jesus, por isso existia nele. Da mesma forma, o “caminho”
que Jesus afirma ser só existe pois foi “caminhado” por ele. Ambas as
afirmações poéticas-proféticas são perfeitas e verdadeiras.
O “caminhante” de Machado
leva somente a si no caminho que caminha; Jesus é esse caminhante que se faz
caminho solitário para quem ousa caminhar o caminho solidário caminhado por
ele. Porém, para quem não caminha seu próprio caminho, eles não existem: nem o
caminho, nem Jesus, nem o caminhante. O motivo dessa “não existência” é
que, sem a experiência do caminhar não pode haver caminhante (...) e não há
caminhante acompanhante, mochilado, “de carona”, (...). Todo caminhante é por
essência, solitariamente solícito.
Todo caminhante faz seu próprio
caminho, segue sempre em frente, leva consigo o nada, a folha em branco, o
horizonte por desvendar (...).
Se até hoje você carregou no seu
caminho “as coisas” e/ou “as pessoas” do “passado”,
abandone-as, largue-as, deixe-as. Elas não podem caminhar com você os caminhos
que são só seus; elas não podem fazer “o caminho” que só se faz ao
caminhar; e esse caminho é seu, responsabilidade exclusivamente sua e você
prestará conta a Alguém pelo caminho que caminhou.
Caminhe, caminhe.
Faça caminhos, crie veredas, abra
picadas. Mas saiba que ninguém além de você andará por eles.
Caminhe, caminhe. Seja você o seu
caminho na direção do Deus Eterno.
Seja você o caminho de si mesmo.
Seja você o caminhante e o
caminho que só se faz ao caminhar.
Tenha a coragem de caminhar como
Jesus caminhou, e ao final do seu caminho teve a autoridade para dizer: EU SOU
O CAMINHO! NINGUÉM CHEGARÁ AO CONHECIMENTO DE – SER E QUEM É – DEUS, SE NÃO
CAMINHAR CADA UM O CAMINHO QUE EU CAMINHO ATÉ AGORA.
Qual é esse caminho?
O caminho da humanidade.
Ninguém chega a Deus – conhecer e
ser – se não tornar-se um humano perfeito. Jesus é o exemplo.
Por isso, no caminho, leve apenas
você, para que haja forças e tempo para dedicar-se ao aperfeiçoamento de sua
humanidade.
sábado, 7 de janeiro de 2017
IGREJA DE JESUS – A PORTADORA DOS MILAGRES
Nenhum Estado pode. Mas a Igreja
de Jesus poderia – se soubesse quem é, evitar os massacres nas penitenciárias.
Ainda me lembro quando entrei no pavilhão
da Penitenciária Vidal Pessoa, na Sete de Setembro em Manaus, com mamãe Ruth
Rocha, na década de 1980. Ela era a única mulher autorizada pela direção do
presídio a entrar no pavilhão masculino; vazia isso todo domingo para pregar o
Evangelho de Jesus às pessoas que estavam lá. Fui algumas vezes com ela e me
assustei com o que vi – a maldade estava estampada nos rostos, nos gestos, nos
olhares que congelavam o sangue (...); me surpreendi com a coragem de Mamãe,
aquela mulher pequena e franzina, mas de uma coragem descomunal. Algumas vezes
ela peitou alguns dos chefes da cadeia pública em nome de Jesus. Ela era uma
mulher respeitada naquele ambiente. Seu trabalho de evangelização, no presídio
feminino rendeu-lhe a condição de evangelizar também entre os homens daquele
lugar. Assustador e Maravilhoso lembrar disso agora.
Fui umas poucas vezes com ela; certa
vez eu perguntei porque teimava em fazer o trabalho de evangelização na
penitenciária, custeando tudo do próprio bolso, sem o apoio da Igreja Batista
de Constantinópolis – onde éramos membros – ? Ela me disse de forma categórica:
“eu não preciso da congregação pra fazer nada, eu sou a Igreja de Jesus,
faço porque esse é o meu ministério. Alguém tem que fazer, meu filho, então eu
faço...”. E fez até não poder mais.
Sua ação evangelizadora dentro
daquele presídio, extrapolou as celas e os muros, os que se convertiam ao
Senhor – mudavam de comportamento e ganhavam a condicional – iam trabalhar na
casa da Dona Ruth. É, algumas das senhoras que cuidavam de nós, faziam nossa
comida, lavavam e passavam nossas roupas eram presidiárias – assassinas
violentas (...); trabalhavam em nossa casa com carteira assinada e carta de recomendação
(...), entre os homens, somente um, Jackson – mas não ficou no Caminho muito
tempo, tinha sérios problemas familiares e não conseguiu sobreviver fora da
marginalidade (...). Mas mamãe nunca desistiu dele.
Quase a uma semana dos massacres
nas penitenciárias de Manaus, estou lembrando das experiências que tive com
mamãe naquela unidade prisional.
O Estado – seja qual for o
governador – não tem capacidade de mudar aquelas pessoas que estão lá dentro,
não tem capacidade de torna-los seres humanos novamente, não tem. Só um milagre
pode fazer isso e a Detentora dos Milagres de Jesus é Sua Igreja – com maiúsculas
mesmo. Porém o que vemos, infelizmente, é uma organização de homens que
entregou-se ao fascínio do dinheiro, aos cultos de poder e muito pouco, a um
hedonismo satânico e diabólico, nada tem de milagrosa. Não representa mais a
Senhor que Salva nossa humanidade.
Hoje consigo ver o problema e a
solução para evitar outras atrocidades iguais – O EVANGELHO DE JESUS, mas não sei
por onde começar (...).
Deus tenha misericórdia dos
inocentes.
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
PROFESSOR, O QUE É SER HUMANO?
Essa foi a pergunta que ouvi em
uma das turmas de 9º ano em que sou professor de ensino religioso aqui em
Itacoatiara, na Escola Estadual Maria Ivone Leite. Minha resposta foi tão
imediata quanto a pergunta.
– ... alguém se torna humano
quando consegue se ver sua humanidade dentro de alguém e a humanidade dela
dentro de si; foi isso que Jesus quis dizer quando afirmou que devemos amar ao
próximo, da mesma forma que nos amamos. (Marcos 12:33).
Confesso que tal revelação sobre
o que é ser humano, trouxe mais clareza sobre o que tem acontecido de ruim na e
para a humanidade moderna; estamos perdendo a capacidade de ver-nos dentro de
outra pessoa, não nos vemos como iguais, nos vemos como seres diferentes – um
tipo de síndrome de Hitler, eu acho – nos vemos melhores ou piores, nunca
iguais.
(...)
Penso que essas diferenças se
potencializam, quando em países como o Brasil existem sistemas racistas como os
desagregantes “sistemas de quotas”, onde seres humanos com epiderme escura são tratados
como seres notadamente inferiores daqueles que possuem uma tez mais clara; da
mesma forma os indígenas (...). Creio com essas políticas estatais racistas passamos
a aceitar que somos diferentes. Mas não somos. Por baixo da pele e dos músculos
existe um esqueleto que depois de descarnado não diferencia uma pessoa de
outra.
(...)
A pergunta daquela aluna me
mostrou o quanto estamos distanciados da mensagem salvadora de Jesus.
Permita-me o neologismo; parece
que estamos mais para “homo-racionalis” que para “homo-humanus”.
-------
Ps.: A ilustração deste artigo
tem a intenção de mostrar exatamente o que penso sobre ser humano: a árvore da
minha existência só cresce quando têm suas raízes na existência de meu
semelhante, fazendo com que a árvore de sua existência tenha raízes na minha.
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