"Sempre fomos livres nas profundezas de nosso coração, totalmente livres, homens e mulheres.
Fomos escravos no mundo externo, mas homens e mulheres livres em nossa alma e espírito."
Maharal de Praga (1525-1609)

domingo, 24 de setembro de 2017

NINGUÉM É CIDADÃO DO CÉU SEM ANTES SER UM CIDADÃO DA TERRA



Insisto em fazer algumas afirmações graves, mesmo que essas sejam contra mim ou contra o meio em que estou. Uma dessas afirmações, particularmente, incomoda, pois deixa claro o quanto os credos religiosos e/ou doutrinários são/estão completamente obsoletos e inoperantes diante do caos social e político no qual vivemos no Município/Estado/País/Mundo. Incomoda pois sou pastor.

Enquanto estive dirigindo congregações religiosas me deparei com a existência de problemas e mazelas comportamentais – morais e éticas –, que no meu entender não deveriam mais fazer parte do modus vivendi de algumas das pessoas que lá estavam; quando argumentava esse fato com líderes mais experientes, recebia deles sempre a mesma contra argumentação, “...aqui (no sistema igreja) todos continuam sendo seres humanos; erros acontecem; aqui ninguém é santo, estamos em processo de santificação; ainda não somos perfeitos; ...”, além de outras respostas prontas. Depois que deixei o convívio dos ajuntamentos religiosos e – mais uma vez – passei a vê-los de longe, percebi o quanto a diferença entre “os da religião” e “os do mundo” é inexistente; na comparação final dos comportamentos em nada se diferem.

Em 2016 passei a trabalhar diretamente com o ensino e em sala de aula e notei que minha percepção sobre a inexistente diferença entre o “mundo religioso” e o “mundo profano” era real, pois os filhos de pais ligados aos credos protestantes em nada se diferenciavam aos filhos de pais sem nenhum credo religioso (extrema minoria) e filhos de pais ligados aos credos não protestantes. Mas foi somente depois de minha assunção a gestor que percebi a gravidade da questão, EXISTIA SIM UMA DIFERENÇA COMPORTAMENTAL ENTRE ESSAS CRIANÇAS: OS ALUNOS MAIS “PROBLEMÁTICOS” ESTAVAM LIGADOS AOS CREDOS PROTESTANTES. Todos? Não, mas 80% sim.

Essa questão não está simplesmente ligada ao “credo protestante”, está ligada ao que se entende por “ser filho de DEUS”. A defesa dos pais é sempre: “filho de crente não é crentinho...”. Concordo! Mas deveria ter um comportamento diferenciado na escola e em sala de aula. Esses “filhos de crentes” deveriam ser exemplo mas não são e a razão é bem fácil de se saber.

Para que você entenda, vou fazer outra abordagem.

Hoje não tenho nenhuma dúvida de que a EDUCAÇÃO É A FORMADORA DE NOVOS CIDADÃOS E NOVAS SOCIEDADES, porém o mais assustador é que A FALTA DA EDUCAÇÃO NÃO IMPEDE A FORMAÇÃO DE NOVOS CIDADÃOS E NOVAS SOCIEDADES.

Essa questão pode ser melhor entendida sob o conhecimento de uma regra básica do desenvolvimento de softwares (programas para computadores), que é o PRINCÍPIO DA INVERSÃO DE DEPENDÊNCIAS. Segundo Ramon Silva, arquiteto e desenvolvedor de softwares, o Princípio da Inversão de Dependências é o reconhecimento de que COMPONENTES DE NÍVEIS MAIS ALTOS NÃO DEPENDEM DE COMPONENTES DE NÍVEIS MAIS BAIXOS, mas, ambos, devem depender de abstrações.

EXPLICANDO:

O CIDADÃO E A SOCIEDADE SÃO O NÍVEL MAIS ALTO DA CIVILIZAÇÃO, porque não dependem do nível mais baixo para se formar. Já, A EDUCAÇÃO É O NÍVEL MAIS BAIXO DA CIVILIZAÇÃO. Ela não é, necessariamente, a formadora do nível mais alto da civilização, mas é necessariamente a qualificadora desse nível. Mas ambos os níveis dependem da ABSTRAÇÃO para existirem. Mas o que seria, fora da realidade da compilação dos programas de computador, a ABSTRAÇÃO?

Tendo como base os esclarecimento do desenvolvedor Ramos Silva, ABSTRAÇÃO é uma CLASSE ELEMENTOS CONSTANTES, PORÉM MALEÁVEIS, FLEXÍVEIS E MUTÁVEIS RESPONSÁVEIS PELA EXISTÊNCIA DOS NÍVEIS CIVILIZATÓRIOS, seja o nível mais baixo – a educação, seja o nível mais alto – cidadãos e sociedade. SEM ABSTRAÇÃO NENHUMA DAS CAMADAS – NÍVEIS – DA CIVILIZAÇÃO EXISTEM.

Sendo objetivo: A ABSTRAÇÃO É A CLASSE DOS EDUCADORES!

Mesmo sem saber o Legislador Constitucional, de forma empírica, reconheceu esse fato e determinou tal procedimento em Lei:

“A EDUCAÇÃO, direito de todos e dever do ESTADO E DA FAMÍLIA, será promovida e incentivada com a colaboração da SOCIEDADE, VISANDO AO PLENO DESENVOLVIMENTO DA PESSOA, SEU PREPARO PARA O EXERCÍCIO DA CIDADANIA E SUA QUALIFICAÇÃO PARA O TRABALHO.” Artigo 205 da Constituição da República de 1988 com grifos meus.

Esquematizando o dito Constitucional, posso chegar ao seguinte entendimento: a ABSTRAÇÃO, professores e pais, AMBOS EDUCADORES, está permeando os processos de criação da EDUCAÇÃO, nível mais baixo, da SOCIEDADE/CIDADÃOS, nível mais alto e da CIVILIZAÇÃO, objetivo fim da ação educadora dos educadores – pais-professores-pais-professores (...), que é a formação de cidadãos e sociedades. Uma retroalimentação intermitente; não para nunca.

Desenhando para entender:


Como observado acima, é o elemento abstrativo – pais-professores, o responsável pela construção dos processos educativos, e das sociedades consequentes desse educar. Esse movimento oroborista, que não tem começo nem fim, que segue o mesmo caminho cíclico mas não se repete nunca, pois apesar de “estar sempre no mesmo lugar”, também está em “posição” diferente – conforme se vê abaixo:


A ABSTRAÇÃO (professores e pais/responsáveis) são fruto da EDUCAÇÃO (nível mais baixo) e SOCIEDADE (nível mais alto), que ela mesma forma e é formada por eles. Abstração não forma Abstração, ou seja Educadores não formam Educadores, porque entre eles não existe o Princípio da Inversão de Dependência; Porém EXISTIRÁ A EDUCAÇÃO SEM EDUCADORES da mesma forma existirá SOCIEDADE e CIVILIZAÇÃO, nesse segundo aspecto, existe a Inversão de Dependência. É a participação da ABSTRAÇÃO nesse processo espiralado de crescimento que QUALIFICA os outros componentes do processo.
(...)
Voltando ao tema do texto.

As doutrinas e credos religiosos têm pregado por séculos que seus seguidores são “cidadãos do céu” e não da terra; dizem que a todos que não pertencem a esse mundo, e coisas do tipo. Aí me bate uma preocupação desconcertante. Se o céu para onde eu vou for o mesmo que esses todos vão, pode não ser um céu e sim um inferno. Estou fora, estou fora mesmo!

Não sou melhor que nenhum ser humano vivente, mas viver novamente e eternamente em um lugar junto com pessoas que nesse plano existencial nada fizeram para melhorar a sociedade na qual vivem só por estarem esperando um “lugar especial”, não quero mesmo. Não quero mais passar tempo com pessoas que julgam e condenam os outros pela aparência, pelo modo de falar, pelo poder aquisitivo, pelas práticas sexuais, pelos estereótipos. Chega! Isso eu vivo aqui, não quero viver esse inferno depois de morto.

Tenho certeza de minha salvação – já escrevi um texto sobre isso – e sei que SALVAÇÃO é mais do que as igrejas e religiões pregam – e não me cabe discuti-la com quem quer que seja, cada um acredita nela como desejar. Mas a questão está para além do “acreditar na salvação”, ela perpassa e ao mesmo tempo finca os pés no VIVER A SALVAÇÃO.

Tenho de salvar as pessoas de mim mesmo, tenho de salvar as pessoas das minhas esquisitices e manias, precisam ser salvas dos meus demônios, dos meus fantasmas, das minhas doidices. No mundo tangível onde convivo com milhares de pessoas todos os dias, eu posso ser diabo e meu universo é o inferno delas; mas também posso ser o salvador e meu mundo o paraíso dessas pessoas já tão punidas por uma sociedade cada dia mais celestina e menos celeste, mais azul da cor do céu e desumana que humanamente divina.

Realmente, não há como ser cidadão do céu sem antes ser um cidadão da terra.

Termino o texto transcrevendo um trecho do ensino do SALVADOR:

“Pai nosso no céu!
Teu nome seja mantido santo.
Venha teu Reino;
Tua vontade seja feita na terra como no céu.”
                                               Mateus, 6:10 – Bíblia Judaica Completa, grifo meu.

Já está na hora de construirmos novos cidadãos e novas sociedades.
Deus seja com todos.


Amen.

domingo, 11 de junho de 2017

É HORA DE NOVOS CÉUS E NOVA TERRA



“Esta é a mensagem que ouvimos dele e anunciamos a vocês: Deus é luz, e não há treva nele – nenhuma!
Se afirmamos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não vivemos a verdade. Se, porém estivermos andando na luz, como ele está na luz, temos então, comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Yeshua (Jesus) nos purifica de todo o pecado.” 1ª Carta de João, 1:5 a 7 – Bíblia Judaica Completa.

Começo a meditação deste domingo instigando – como de costume – você a deixar sua zona de conforto, pelo menos, inicialmente no campo do raciocínio, na observação não religiosa das coisas, a tentar criar, construir um NOVO MUNDO. Sei que todos estamos cansados desse lugar horrível em que vivemos, quase que obrigados a existir pelo amor que temos aos que sofreriam se tivéssemos a liberdade de partir – morrer – quando desejássemos; vivemos essa quase obrigação angustiosa por apego ao que conquistamos com tanto sofrimento ou estamos em vias de conquistar; aí, a fala de Salomão ecoa em nosso íntimo: “...tudo é vaidade e aflição de espírito.” Eclesiastes 2:17. Porém, mesmo com tanta vontade e motivos para desistirmos, quero lhe provocar ao recomeço. CRIARMOS JUNTOS NOVOS CÉUS E NOVA TERRA.

A criação de uma NOVA TERRA, ou melhor, um novo lugar para vivermos, o nosso novo lugar, passa invariável e inevitavelmente pela construção de NOVOS CÉUS, sendo eles, o tudo que se refere ao DEUS ETERNO. No Escrito Santo que registra o início de tudo, está gravado em Letras Sagradas que primeiro foram feitos os CÉUS e depois a TERRA (Genesis 1:1). Não há terra sem céus, não há terreno sem celeste, não há vida sem eternidade, não há Humanidade sem Divindade.

Mas a criação – seja a primordial ou a nova – só acontece com o entendimento da profecia BERESHIT – COM O PRÍCIPAL NO MADEIRO. Sem esse entendimento/conhecimento, nada foi ou será criado.

O primeiro texto referência desta meditação traz o entendimento do Apóstolo João sobre a verdade BERESHIT, em seu primeiro verso: “A Palavra que dá vida, existia desde o princípio”. BERESHIT É A PALAVRA, o FILHO está nela e é por Ele, nela, que todas as coisas – CÉUS E TERRA – foram criados. O texto de João revela claramente que “DEUS É LUZ”! E que NELE não há nenhum tipo treva – no singular mesmo. LUZ é conhecimento, sabedoria, revelação; por sua vez, treva é a ausência dessa LUZ. Está no singular pois só existe uma IGNORÂNCIA, a de não reconhecer JESUS como FILHO DE DEUS; quando ignoramos algo relativo ao DEUS SUPREMO, ignoramos TUDO, ignoramos ELE e TUDO que É feito por ELE.

O Apóstolo ainda nos lembra que sem COMUNHÃOcomum união, união comum, harmonia com ou outros, RESPEITO PELO OUTRO EM NÓS E POR NÓS NO NOUTRO – não estamos iluminados pelo PAI DAS LUZES (Tiago 1:17), mas andamos em treva.

É a COMUNHÃO QUE NOS ILUMINA COM A LUZ DIVINA, é a comunhão com o todo, criado e abençoado diariamente pelo TUDO (Mateus 5:44 a 48) que nos torna iluminados e iluminantes. É somente nesse momento, quando essa CONSCIÊNCIA ILUMINADA nasce em nós, é que passamos, como filhos amados, a ser criadores de NOVOS CÉUS E NOVA TERRA.

Sim, você entendeu corretamente. Eu disse que PODEMOS SER CRIADORES DE NOVOS CÉUS E NOVA TERRA. Porém não esqueça o que nos dá tal poder: A COMUNHÃO E O AMOR AO PRÓXIMO! É dessa atitude que vem o PODER DOS FILHOS DE DEUS, do AMOR INDISTINTO!

Complementando o ensino de João, outro aluno do Messias Jesus, Pedro, é quem nos revela essa realidade Divina – sermos criadores de novos céus e nova terra. Leia o texto abaixo com atenção:

“Além do mais, queridos amigos, não ignorem isto: para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. O Senhor não é vagaroso no cumprimento da promessa, como algumas pessoas pensam; ao contrário, ele é paciente com vocês. Não é seu propósito que alguém seja destruído, mas que todos deem as costas ao pecado. Entretanto, o Dia do Senhor virá “como um ladrão”. Naquele Dia, os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão derretidos e desfeitos, e a terra e tudo o que nela há, será queimada.
Visto que tudo será destruído dessa forma, que tipo de pessoas vocês deverão ser? Vivam de maneira santa e piedosa, enquanto esperam pelo Dia de Deus e trabalham para apressar sua vinda. Aquele Dia trará a destruição dos céus pelo fogo e os elementos se derreterão com o calor. Nós, porém, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais a justiça se sentirá em casa. Portanto queridos amigos, enquanto esperam essas coisas, façam tudo que puderem para ser encontrados por ele, sem mancha ou defeito e em paz.” 2ª Carta de Pedro 3:8 a 14 – BJC (grifos nossos)

Esse texto está imerso nas metáforas e simbologias do mundo antigo, principalmente do judaísmo primordial. Mas a decodificação dessas metáforas e simbologias pode ser encontrada dentro da VERDADE – A.M.T., Jó, Provérbios e Salmos – como está dito: “Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem, as palavras da prudência; Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade; Para dar aos simples, prudência, e aos moços, conhecimento e bom siso; O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos; Para entender os provérbios e sua interpretação; as palavras dos sábios e as suas proposições. O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.” Provérbios 1:2 a 7. Dentro desse contexto de revelação sapiencial que me atrevo “revelar” ou “desvendar” alguns desses símbolos e metáforas do texto da carta de Pedro.

CÉUS” é tudo que diz respeito ao DIVINO; seja o que pensamos conhecer sobre ELE, seja o que formamos como base teológica, sejam ditames sociais, religiosos e comportamentais; enfim, tudo que diz respeito a DEUS e que parte da intenção humana o texto Santo chama de “CÉUS”. Indo por esse caminho, Pedro afirma classicamente que no DIA DE DEUS, ou seja, quando ELE bem entender, tudo que conhecemos sobre ELE será derretido; nossas imagens mentais e emocionais sobre ele serão derretidas, nossas crenças construídas com base nas teologias humanas serão desfeitas; toda religiosidade que construímos e que viermos a construir como se fossem “CÉUS”, será confrontada com a LUZ DA VERDADE e essa VERDADE como um SOL, com seu CALOR SANTO derreterá toda a construção humana sobre QUEM É DEUS. Percebam que no texto referência que uso (Bíblia Judaica Completa), “céus” e “terra” derretidos e queimados pelo calor do SOL DA VERDADE; significando que TUDO QUE PENSAMOS SABER SOBRE DEUS E SOBRE NÓS DEIXARÁ DE SER! Mas precisamos saber um pouco do que é “TERRA”, no Texto Sagrado.

TERRAÉ NOSSO LUGAR DE CONVÍVIO; é onde vivemos todos, e o ideal seria quem a terra – nosso lugar de convívio – fosse o lugar da comunhão, da NOSSA COMUNHÃO. Mas não tem sido assim. Não tem sido nosso lugar de comunhão porque “OS CÉUS” têm nos separado, o que pensamos sobre DEUS e seus valores nos separam e impedem nossa comunhão por séculos; as guerras que matam milhares e milhares de pessoas são religiosas, são “guerras celestes”, conhecidas como “guerras santas”. Nosso lugar de convívio está rapidamente se transformando em lugar de desolação, dor, angustia, sofrimento e solidão. Temos de mudar nosso lugar de convívio, temos de mudar nossa “TERRA”. Mas ela só muda se os “CÉUS” mudarem.

Não há “TERRA” SAUDÁVEL SEM “CÉUS” SAUDÁVEIS; NÃO HÁ “TERRA” DIVINA SEM “CÉUS” DIVINOS; NÃO COMUNHÃO ENTRE OS TERRÁQUEOS SEM COMUNHÃO DELES COM O DIVINO, e João diz isso claramente: “SE, PORÉM ESTIVERMOS ANDANDO NA LUZ, COMO ELE ESTÁ NA LUZ, TEMOS ENTÃO, COMUNHÃO UNS COM OS OUTROS” Mais claro que isso, impossível.

Há também outra revelação que não posso deixar fora desse esclarecimento. No texto hebraico, no Genesis, onde surge pela primeira vez o termo “CÉUS”; a palavra é “SHAMAIM (שָּׁמַיִם)”; Se traduzida ao pé da letra não seria “céus” seria “filhos”, isso porque a primeira parte da palavra “SHEM (שׁמ)” quer dizer “filho”, “descendente”, “semente” e o sufixo “IM (ים)” é uma terminação plural, dando o sentido de “filhos”.

Nessa vertente, “OS CÉUS” do Gênesis seria a COMUNHÃO dos FILHOS. Mas quem seriam esses FILHOS CELESTES? Aqueles SALVOS PELO FILHO PRIMOGÊNITO, JESUS! Louvado seja ELE.

Esse FILHO terrestre, PRIMOGÊNITO CELESTE, deixou gravada, em seus ensinos, a VERDADE LUMINOSA que: SEM COMUNHÃO, SEM AMOR AO PRÓXIMO, NÃO HÁ TERRA. Sem essa prática, não há lugar bom para vivermos. SIMPLES ASSIM.

A droga é que “os céus” humanos, as religiões criadas pelo entendimento raso de mentes individualistas pregam até hoje que NOSSA COMUNHÃO SÓ PODE SER COM IGUAIS A NÓS. Tais líderes religiosos sofrem da “síndrome do avestruz” – vivem com a cabeça enfiada no chão e não na PALAVRA DE DEUS. Esse ensino ridículo, oriundo de um “céu” infernal é o responsável pelo caos social no qual estamos hoje; uma sociedade completamente partida, dissolvida, desprovida de empatia, sem nenhuma ética, cada um lutando para provar aos outros que seu “céu” é o verdadeiro ou o mais perfeito. Não sei se me faço entender, espero que sim.

O Ensino de JESUS vai na contramão dessa “celestialidade” doentia, Ele humaniza “OS CÉUS” e diviniza a “TERRA”. Ele faz isso, porque foi ele quem fez isso – Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1:3). Se Ele, o FILHO, o CABEÇA, o PRIMOGÊNITO, está comprovadamente em BERESHIT, Criando todas as coisas, ELE SABE DO QUE ESTÁ FALANDO QUANDO NOS ORDENA:

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ELE faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:44 a 48)

Para construirmos a NOVA TERRA, temos de antes construir NOVOS CÉUS. Ou seja, para termos um NOVO LUGAR DE CONVÍVIO, temos de RECONSTRUIR NOSSA VISÃO DE DEUS. Não é difícil se tivermos O FILHO JESUS como reflexo DELE.

Quando fizermos isso, seremos capazes de nos ver no outro e ver o outro em nós. Quando agirmos dessa forma Celeste e Divina, deixaremos de julgar pessoas, seus atos e comportamentos, passaremos a aceita-las como elas são ou estão – afinal, tudo e todos mudam aqui na terra.

Quando criarmos nossos “NOVOS CÉUS”, NÃO VEREMOS MAIS AS PESSOAS EM CORES – BRANCAS, NEGRAS, AMARELAS OU ARCO-IRIS; quando criarmos “NOVOS CÉUS”, saberemos viver em harmonia, sem as sandices religiosas.

QUANDO EXISTIREM NOVOS CÉUS EM NOSSA VIDA, HAVERÁ UMA NOVA TERRA PARA VIVERMOS JUNTOS, SEM DEFEITOS – INIMIZADES – E EM PAZ; ASSIM, TEREMOS UM LUGAR DE CONVÍVIO, “ONDE A JUSTIÇA SE SENTIRÁ EM CASA”.

Pense nisto.

Deus seja conosco.

BOA SEMANA E MÃOS À OBRA.

sábado, 10 de junho de 2017

BRASIL: OU CÉU OU INFERNO. CHEGA DE PURGATÓRIO!



Até quando iremos ficar reclamando dos desmandos da justiça brasileira? Até quando iremos chorar sobre o “leite derramado”? Da forma que o “bonde anda”, para sempre. Porém, quero propor – mais – uma reflexão sobre como resolver as questões graves do Brasil de forma definitiva: MUDANDO A EDUCAÇÃO NO PAÍS.

Esses absurdos e intoleráveis casos de corrupção generalizada e endêmica, que caminham junto com a democracia brasileira desde os anos 90 – senão dantes, afetam direta e indiretamente toda a sociedade sem nos darmos conta disso. A facilidade em roubar serve de incentivo para as novas gerações que crescem protegidas por leis corruptas, que PROIBEM ladrões, estupradores, assassinos e traficantes mirins de serem punidos – ESSES, SÃO CONSTITUCIONALMENTE INIMPUTÁVEIS – apenas por estarem com a idade inferior que a “maior idade penal”, que ocorre aos 18 anos; porém, esses tais, não menores em delinquência e em violência que os “em idade penal”; em sua maioria, são usados pelos maiores de idade para cometer as atrocidade por serem “intocáveis”. Tais leis absurdas, eivadas de doutrinas politico-partidárias que inocentam delinquentes e apaga-lhes as culpas como presente de aniversário; ao completarem 18 anos de idade, TODOS OS DELITOS SÃO APAGADOS DE SUA FICHA CRIMINAL, ou melhor, SUA EXTENSA FICHA CRIMINAL DEIXA DE EXIXTIR.
(...)
Quero tratar de apenas um tema que julgo importante quanto a leis que impedem a correção e a disciplina escolar/educacional; tratarei de forma superficial devido meu raso conhecimento jurídico. Dou início pela famosa Lei da Palmada, como é conhecida a Lei 13.010, de 26 de junho de 2014, que “Altera a Lei nº. 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante, e altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996.” As alterações feitas no Estatuto da Criança e do Adolescente são, a meu ver, de cunho completamente partidário e populistas, impensadas, ridículas e altamente perigosas à segurança nacional, promovem na psique infanto-juvenil o “deslimite”, ou seja essa lei sancionada pelo Partido dos Trabalhadores em 2014 TIRA DA PSIQUE INFANTIL A ÉTICA, pois não permite que seja implantada na criança infratora o sentimento de culpa proveniente da humilhação, da limitação, da perda e do constrangimento devido seu ato cometido contra as leis familiares – já que os pais também são impedidos de corrigir seus filhos; contra as lei escolares – já que professores também são impedidos da mesma forma; contra as leis sociais, são que toda a rede de educadores e disciplinadores são proibidas por tal lei de corrigir o novel infrator e potencial delinquente; propenso marginal.

Não estou pregando a violência contra nossos filhos e/ou alunos infratores, estou afirmando que sem a REFERENCIA DO SELF, não há o RESPEITO PELA DOR ALHEIA!

Quando uma criança, seja ela filho ou aluno não sabe o quanto dói ser humilhado, repreendido, reprovado, desrespeitado, (...), EM SI MESMO por atos contra as regras sociais, ela não terá respeito pela dor dos outros, ela irá humilhar e penalizar os outros sem nenhum remorso. Ou seja a LEI DA PALMADA PODE ESTAR CRIANDO NO SEIO DA SOCIEDADE VERDADEIROS SOCIOPATAS E PSICOPATAS!!

QUE ME CONTESTEM OS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO!

Na contramão dessa superproteção às crianças infratoras, NÓS PROFESSORES NÃO TEMOS LEIS QUE NOS PROTEJAM, QUE NOS GARANTAM SEGURANÇA DENTRO E-OU FORA DA SALA DE AULA QUANDO EM CONFRONTO COM ALUNOS INFRATORES E ALGUNS JÁ DELINQUENTES. O único projeto de Lei nesse sentido é do Senador Petista Paulo Paim do Rio Grande do Sul, mas que por motivos políticos, creio eu, parece estar engavetado no Congresso Nacional. PASME!

Os episódios de corrupção e roubo ao erário público, praticados dentro dos Poderes da República, por integrantes dos Três Poderes são pavorosos, vergonhosos e graves pois estimulam a “prática espelho” pelos demais integrantes da sociedade; e como não tem havido – de modo geral – uma punição exemplar, espelham-se também as demais “presunções de inocência”. Quem entende sabe do que falo.

Chegamos ao fundo do poço – de todos os poços possíveis – no País. Ou agimos como os donos do poder, orientados por ditames da religiosidade, culturais, morais e éticos, deixando as ideologias partidárias fora desse momento de cura, ou estamos destinados ao inferno de uma existência social apocalíptica. Cada um deve escolher de que lado quer estar, qual futuro quer ver existir no Brasil.

NÓS, PROFESSORES, DEVEMOS NESSE MOMENTO DE CRISE SOCIAL CAUSADA PELA IMORALIDADE DAQUELES QUE DEVERIAM AGIR COM DECÊNCIA, FICAR UNIDOS, SEM BANDEIRAS IDEOLÓGICAS – PARTIDÁRIAS OU RELIGIOSAS –, SEM OUTRAS CORES, SENÃO O CONJUNTO SAGRADO DO “VERDE-AMARELO-AZUL-E-BRANCO”; DEVEMOS URGENTEMENTE NOS REUNIR E MOSTRAR A FORÇA QUE TEMOS, USANDO OS PODERES QUE NOS FORAM CONCEDIDOS DENTRO DAS LEIS, ATUANDO COMO FORMADORES DE OPINIÃO, BUSCANDO NOS MEMBROS DO JUDICIÁRIO QUE COMUNGUEM DAS MESMAS ANGÚSTIAS OS CAMINHOS LEGAIS PARA REESCREVERMOS NOSSAS LEIS. SÓ ASSIM, COM INTELIGÊNCIA, COM FORÇA MAS SEM VIOLÊNCIA, MUDARES OS RUMOS DO NOSSO BRASIL. SÓ COM EDUCAÇÃO NÓS MUDAMOS O PAÍS; E NÓS SOMOS OS RESPONSÁVEIS POR ISSO; NÓS ESCOLHEMOS ISSO.


Pense e mude o Brasil.

domingo, 21 de maio de 2017

NAÇÃO BENDITA; NAÇÃO MALDITA.



“Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus, a qual ele escolheu como sua herança” Salmo 33:12 – tradução livre.

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque cuida de suas crianças com leis que as protegem mas também que as corrigem;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque cuida de seus jovens lhes proporcionando opção de emprego e renda;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque cuida de seus adultos garantindo-lhes dignidade para sustentarem as suas famílias;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque cuida de seus velhos com carinho, respeito e reverência;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque não permite que seus cidadãos vivam pedindo esmola de casa em casa;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque não possui mendigos nas ruas, moribundos esquecidos pela Pátria;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque possui um serviço de saúde de qualidade, garantindo socorro imediato, digno, profissional e respeitoso aos seus cidadãos;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque cuida de seus trabalhadores e servidores com dignidade, dando-lhe a garantia de treinamento profissional, melhores salários e aposentadoria no tempo e com vencimento juntos;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque possui políticos que realmente representam o povo;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque sabe o real significado da Moral e da Ética;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque garante a liberdade do voto aos cidadãos, permitindo-lhes eleger ou não eleger, quando bem lhes convier;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque dá o direito ao povo de retirar do poder todo político que nada faz e envergonha quem o elegeu;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque presa pela educação de qualidade com metodologias de ensino não ideológicas nem partidarizadas;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque reconhece que os professores da Nação são na verdade formadores de cidadãos;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque sabe e ensina o que é Patrimônio Público;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque possui ricos dignos e riquezas conquistadas com trabalho digno;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque possui pobres dignos, limitados apenas por si mesmos;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque as diferenças são aceitas e respeitadas;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque os interesses e práticas sexuais diversos são questões íntimas, individuais e particulares;

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque não aceita a corrupção como prática;

(...)

Abençoada é a nação que tem ADONAI como seu Deus; porque possui Valores Morais tão profundos que aqueles que cometem crimes de lesa-pátria, voluntariamente metem um tiro na própria boca.

*.*.*.*.*.*.*.*.

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon.” Mateus 6:24

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque não cuida de suas crianças. Cria leis que lhes dão direitos e poderes sem nenhum dever e responsabilidade por seus atos;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque não cuida de seus jovens. Deixa-os sem perspectiva de futuro, jogando-os nos braços de traficantes e cafetões estimulando legalmente a venda e o consumo de drogas e a prostituição infantil;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque não tem cuidado com seus adultos, negando-lhes condições dignas de sustento (...);

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque não cuida de seus velhos com respeito, carinho e reverência, deixando-os abandonados sem nenhum cuidado digno;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque alimenta a miséria e a ignorância praticando com seus cidadãos a política do “pires na mão”;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque abandona sem nenhum peso na consciência os menos favorecidos em ruas, esquinas e praças;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque não cuida da saúde e bem estar de seus cidadãos, deixando-os morrer nas filas esperando atendimento médico; porque privilegia quem paga pela saúde ao invés de cuidar que necessita dela;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque de nenhuma forma não se interessa por seus trabalhadores e servidores, nem se preocupa se estão em condições de prestar um bom serviço aos demais cidadãos;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque a classe política só pensa em si e em maneiras de enriquecer fácil e rapidamente;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque nunca soube o REAL significado da Moral e da Ética;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque prefere manter o voto obrigatório, punindo quem não votar nos políticos do sistema corrupto, tirando do povo o sagrado direito ao NÃO!

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque obriga o povo assistir inerte desmandos, roubos, cinismo e todo tipo de porcaria moral, de pessoas que foram eleitas enganando a percepção do povo, durante quatro desgraçados anos;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque não quer saber de educação de qualidade e sim de estatísticas, normalmente falsas, impondo uma educação de resultados ideológicos e partidários para se manterem eternamente no porer;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque não reconhece os professores da nação como profissionais importantes, porque não aceita e nem permite que eles sejam os formadores de cidadãos;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque preferem não ensinar o que é Patrimônio Público ao povo, pois querem se apropriar do que é de todos, tornar seu o que é de muitos;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque os ricos enriqueceram roubando, suas riquezas são fruto de vassalagem;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque os pobres são obrigados a ser por um sistema político que os mantém pobres e coitados para continuarem alimentando com votos aqueles que os mantém assim;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque nunca há diferentes; nenhum diferente é aceito;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque torna público os desejos, e práticas sexuais diversos, obrigando por lei a aceitação disto;

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque convive e aceita a corrupção como prática comum;

(...)

Maldita é a nação que tem Mamon como seu Deus; porque não possui Valores Morais, nenhum, e aqueles que cometem crimes de lesa-pátria continuam livres-leves-e-soltos, roubando e sendo roubados, fazendo acordos premiados para entregar os comparsas que os traíram, tudo sob as bênçãos malditas de um judiciário tão corrupto quanto os criminosos. O tiro é dado na boca do povo.

*.*.*.*.*.*.*.*.

Em que nação você quer viver, na ABENÇOADA ou na MALDITA?

Pense, reflita, aja.
REVOLTE-SE CONTRA TODA A MALDIÇÃO TRAZIDA POR PRÁTICAS CORRUPTAS!


ADONAI, O DEUS DA VERDADEIRA JUSTIÇA É CONOSCO!

sábado, 20 de maio de 2017

CRÔNICAS DO CAOS BRASILEIRO – Introdução.

Fonte: Revista Veja

 Escrever algo sobre o atual momento político-ético-moral que passa o País é complicado. Não somente pela velocidade das “novas” revelações, mas pelo sentimento de abandono e desesperança que as vezes sinto. Me conforto em saber que todo caos é fértil e que dessa desgraça toda podemos emergir como NAÇÃO DE VERDADE. Entenda “Nação de verdade” como desejar. Para tentar entender momento presente, pretendo fazer uma rápida e empírica viagem ao passado recendo do País e tentar descobrir onde toda essa desgraça começou. Nominei essa publicação (e possíveis outras) de “Brasil. Crônicas do caos”; não sei se conseguirei ser fiel ao estilo literário que me proponho escrever, mas, será que no atual momento histórico essa falta seria tão grave? Você julga. Mas vamos iniciar:

ATO NÚMERO UM: “A FORMA MAIS RADICAL DO PODER CONSTITUINTE”.

Acredito que o caos pelo qual passa o País tem sua origem bem antes do regime civil, em minha opinião ele se inicia dentro do próprio regime militar, que governou o Brasil de 1964 até 1985. Tudo começa com o Ato Institucional Número Um ou AI-1 que foi assinado em 9 de abril de 1964 pela junta militar, autodenominada Comando Supremo da Revolução, composta pelo general do exército Artur da Costa e Silva, tenente-brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo e vice-almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald, que também eram ministros de Ranieri Mazzilli e que de fato exerciam o poder durante o segundo período de Ranieri que foi Presidente do Brasil “por treze dias, de 2 de abril de 1964 logo após a deposição de João Goulart pelo Congresso, até 15 de abril de 1964”. O AI-1 foi redigido por Francisco Campos e seu objetivo era afastar qualquer forma de oposição ao novo regime militar e tentar legitimar o golpe militar.

Abaixo, trechos dos primeiros parágrafos do AI-1:

“…É indispensável fixar o conceito do movimento civil e militar que acaba de abrir ao Brasil uma nova perspectiva sobre o seu futuro. O que houve e continuará a haver neste momento, não só no espírito e no comportamento das classes armadas, como na opinião pública nacional, é uma autêntica revolução.”

“A revolução se distingue de outros movimentos armados pelo fato de que nela se traduz não o interesse e a vontade de um grupo, mas o interesse e a vontade da Nação.”

“A revolução vitoriosa se investe no exercício do Poder Constituinte. Este se manifesta pela eleição popular ou pela revolução. Esta é a forma mais expressiva e mais radical do Poder Constituinte. Assim, a revolução vitoriosa, como Poder Constituinte, se legitima por si mesma.”


ATO NÚMERO DOIS: O INIMIGO VEM DE DENTRO

Na tentativa de organizar o País, o regime militar, depois de perder as eleições em Minas Gerais, com Israel Pinheiro e na Guanabara com Negrão de Lima, o poder dominante, baixou o segundo Ato Institucional, o AI-2, que entre outras coisas determinou o fim do pluripartidarismo. Devido a esse fato o País ficou por 12 anos, entre 1966 até 1979, sob o regime bipartidarista, ou seja, só existiam dois partidos disputando eleições em todo o Brasil, a Aliança Renovadora Nacional – ARENA, partido formado por políticos alinhados ao regime militar e o Movimento Democrático Brasileiro – MDB, formado por políticos aparentemente opositores ao regime militar. Foi assim, que “em 1966 os partidos extintos no ano anterior (UDN, PSD, PTB, PSB, PSP, entre outros) foram obrigados a se reorganizar em dois grupos: um alinhado com o regime militar (a ARENA) e outro na oposição consentida (o MDB). Como os políticos mais à esquerda e nacionalistas haviam sido cassados com os decretos do AI-1 e AI-2, logo após o golpe, sobraram apenas os considerados mais "dóceis" aos olhos do regime. Os políticos conservadores (a maioria da UDN, mas também alguns do PSD) formaram a ARENA, enquanto os de centro-esquerda e liberal-democratas se juntaram ao MDB” – que mais tarde se tornaria PMDB.

“As eleições sob o bipartidarismo foram rigorosamente controladas, para dificultar a vitória da oposição e garantir a maioria absoluta da ARENA no Senado e na Câmara dos Deputados. Em 1966, a ARENA elegeu 19 dos 22 governadores elegíveis (além de quatro nomeados diretamente pelo presidente da República). O controle se ampliou a partir de 1970, quando o regime, com receio de sofrer uma derrota eleitoral e perder a maioria no Congresso Nacional, criou a figura do "senador biônico" (nomeado pelo governo, sem a realização de eleições).”

Particularmente não acredito na oposição institucionalizada ao regime militar, nem acredito na total ferocidade política imposta por eles, afinal de contas os militares permitiram que existissem opositores, esse fato fictício pode ser melhor entendido com uma anedota comum à época, que dizia: “No Brasil há dois partidos, o ‘partido do sim’ – MDB e ‘o partido do sim senhor’ – ARENA”. Uma clara sugestão de submissão dos grupos políticos envolvidos naquele momento histórico.

O mais interessante disso tudo é que quando da “abertura” política de 85, promovida pelo regime militar se deu, os vencedores foram Tancredo Neves e José Sarney, ambos do PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Após a rápida morte de Tancredo, que nem chegou a ser empossado, segundo o ex-senador Pedro Simon, testemunha ocular dos fatos, as Forças Armadas obrigaram a posse do recém peemidebista José Sarney (que abandonou a legenda Democrata Social (pDS), filiando-se ao pMDB, para ser vice de Tancredo), não aceitando a imposição constitucional que dizia que em casos como aquele quem deveria assumir o poder presidencial era o Presidente da Câmara Federal, naquele episódio Ulysses Guimarães – oposicionista claro ao regime. Parece que o próprio exército construiu seu “Cavalo de Tróia”.

ATO “FINAL”: ABERTURA POLÍTICA OU ABERTURA DE PERNAS?

Em certa manhã de 1980, o presidente João Batista de Figueiredo proferiu, no Palácio no Planalto, uma espécie de profecia a seus ministros, que possivelmente esteja se cumprindo nestes dias atribulados de governo civil. Com os olhos postos no futuro e em nome de uma brisa que insinuava uma maturidade democrática, com a Lei de Anistia em 1981 e mais tarde com candidaturas civis à “Presidência, ‘João’ – como era chamado pelos mais íntimos – finalmente concordara em legalizar a existência do PT, então clandestino, empurrado pelo carisma de Lula”; mas de fato, esse protagonismo vinha do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, que do Partido dos Trabalhadores.

O vaticínio do velho general foi feito em tom de advertência:

– “Vocês querem então? Vou reconhecer esse sindicato como partido, mas não esqueçam que um dia esse partido chegará ao poder. Lá estando, tudo fará para instituir o comunismo. Nesse dia vocês vão querer tirá-lo de lá. E para tirá-lo de lá será à custa de muito sangue”.

Sirvo-me da leitura de inúmeros textos para registrar que o Presidente, General Figueiredo errou no prognóstico sobre o PT querer implantar o comunismo no País. Não, não era isso que esse partido queria fazer, queria roubar e distribuir com seu comparsas, queria a distribuição de renda maciça e deslavada para servir aos companheiros de roubo, durante 13 anos de poder, entres esses companheiros ladrões, está o mesmo partido que os militares deixaram assumir o os rumos políticos da Nação nos idos da década de 80, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB.

POSLÚDIO: UM PAÍS SEM DIREITA

Vou tomar a liberdade, com a devida citação da fonte, de reproduzir parte da reportagem da revista Veja, que trata do caos gerado por um País que não possui um segmento político conservador, a famosa direita. As revelações recentes de empresários que compraram – literalmente compraram – de presidentes da república até vereadores (em minúsculo mesmo), comprovam essa anomalia.

“O espectro político brasileiro é peculiar: na ponta esquerda, tem o jurássico PCO. Passa por socialistas radicais, como o PSOL e o PSTU, pelos comunistas conformados do PPS, pelos social-democratas do PT e do PSDB, pela esquerda verde do PV e se encerra no centro, onde estão PP e DEM. Não há, entre os 27 partidos brasileiros, um que se assuma como direitista. E o recente anúncio da criação do PSD, que se define como social-democrata, abre um buraco no DEM e empurra o eixo da política brasileira ainda mais para a esquerda.

A situação é única. Todas as grandes democracias do mundo têm ao menos um partido conservador forte, como o PP espanhol, o Partido Republicano dos Estados Unidos, a UMP francesa e o PDL italiano. O que teria levado a direita brasileira à lona enquanto, em outros países, como os vizinhos Chile e Colômbia, ela ocupa o poder máximo? Para especialistas e políticos ouvidos pelo site de VEJA, a causa está na herança maldita da ditadura militar.

O primeiro a definir o conservadorismo como uma doutrina política foi o inglês Edmund Burke, no século XVII. Esta corrente política considera que os indivíduos realizam as coisas melhor do que o estado. Que as liberdades individuais devem ser mantidas a todo o custo. E que os valores tradicionais da sociedade devem ser preservados. Nas democracias modernas, o conservadorismo se traduz como uma recusa ao estatismo, a defesa do livre mercado, a proteção da família e a oposição a medidas como a legalização de drogas e do aborto.

No Brasil, o discurso adotado pelos partidos políticos pouco se diferencia: todos adotam termos como “justiça social”, “distribuição de riqueza”, “igualdade”. Obviamente, ninguém é contra essas bandeiras, mas o linguajar denuncia que todos, por razões diversas, adotam um vocabulário de esquerda. Expressões como “livre iniciativa”, “responsabilidade individual” e “valores morais” raramente são ouvidas pelos corredores do Congresso ou do Palácio do Planalto. As palavras “social” e “trabalhista” e “socialista” aparecem na maioria dos nomes das legendas. Há apenas um partido que faz referência ao liberalismo – o PSL, que, ainda assim, também se diz social – e nenhum que tenha a expressão “conservador” no nome.”

Mais absurdo de tudo isso é ouvir de uma turba de ignorantes: “A CULPA É DA DIREITA”!

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Fontes:
“http://www.cartapolis.com.br/jornal-leonardo-mota-neto-figueiredo-errou-na-profecia-sobre-o-pt-nao-queria-comunismo-mas-a-deslavada-partilha/
http://www.portalsaofrancisco.com.br/historia-do-brasil/abertura-politica
http://www.historiacao.com.br/ditadura-militar-no-brasil-arena-mdb-e-bipartidarismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ato_Institucional_N%C3%BAmero_Um
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bipartidarismo#No_Brasil

http://veja.abril.com.br/brasil/o-incrivel-caso-do-pais-sem-direita/”

domingo, 14 de maio de 2017

AS MÃES NUNCA DESISTEM - “DOIS”.



Agora, um texto menos pessoal e mais pastoral (risos).

Realmente as Mães nunca desistem. Falo das mães de verdade, aquelas que enfrentam tudo e todos para salvar seus filhos dos caminhos do precipício. Essas MÃES enfrentam a “lei da palmada” e metem a surra em SEUS FILHOS para tira-los do mau caminho trazendo-os de volta aos bons; Essas MÃES afrontam os estatutos de crianças e adolescentes, determinando o sim e o não dentro de suas casas, ELAS TÊM SEUS ESTATUTOS DE VIDA DIGNA; Essas MÃES sabem que o único direito humano que seus filhos terão e o de viverem distantes da vida marginal e fácil que os enganadores de crianças apresentam, e fora do encarceramento das cadeias, onde as “associações de direitos humanos” age cooptando guerrilheiros analfabetos. Essas são as MÃES de verdade. NUNCA DESISTEM DE SEUS FILHOS.

Porém, preciso fazer um alerta a todas as mães; as de verdade, as de “mentirinha”, as adotivas, as de meia idade, as crianças mães. ENSINEM SEUS FILHOS A AMA-LAS!!

Parece estranho mas essa é a verdade. ENSINEM SEUS FILHOS A AMA-LAS! As crianças de hoje não aprendem amar suas mães porque não são ensinados, ficam esperando de um lado e elas esperando de outro. Mães de verdade não respeitam as frescuras dos filhos, invadem seus “quartos” e aposentos e tacam-lhe o beijo, o abraço, ensurdecem o ruído da alma infantil deles com o “EU TE AMO”. INDESCRITÍVEL É O PODER DESSAS ATITUDES INVASIVAS DAS MÃES.

A questão de hoje é que as “novas” mães esperam somente que seus filhos as amem, esperam que seus filhos as respeitem, (...), esperam, esperam, esperam. Eles também.

Mães invadam seus filhos, não os respeitem para dar amor, carinho, atenção, repreensão, surra, palmada, puxão de orelha, beijo, abraço, (...): AMOR. Faça e não esperam receber nada em troca, afinal, a mãe é você. Entenda. O poder de amar está em você e você precisa assumir a responsabilidade pelo futuro dos seus filhos. Enquanto você espera ser amada por eles, eles esperam ser amados por você (...).

Ocorre, queridas, que AMAR é ATITUDE UNILATERAL! Ou seja, amamos sem que sejamos amados, isso é amor. Se amamos quem nos ama, não há valor nenhum nisso – é assim que JESUS ensina. Sinta amor por seus filhos – AME-OS; sinta carinho por seus filhos – ACARICIE-OS; sinta afeto por seus filhos – BEIJE-OS e ABRACE-OS.

NÃO ESPERE POR ELES, ELES AINDA NÃO SABEM AMAR, FAZER CARINHO, BEIJAR E ABRAÇAR. São seus atos de amor, carinho, afeto e atenção que irá ensina-los.

PENSE NISSO.
Feliz dia das MÃES.


AS MÃES NUNCA DESISTEM.

Da esquerda para direita: Eu, Tânia e Júnior, algum dia de 1979; Mamãe Ruth e Eu, 13 de janeiro de 2009; Tânia, Eu e Júnior, 3 de janeiro de 2011; Mamãe Ruth em uma de suas viagens missionárias pelo Amazonas.

 Simples assim, MÃES NUNCA DESISTEM. Nunca desistem da vida, nunca desistem dos filhos, nunca desistem de amar, nunca desistem de ajudar, nunca desistem de nada.

Ontem o “choro estava na beira do olho”. Na festa das mães na Escola Maria Ivone Leite, eu me atrevi fazer duas turmas de 7º ano pra catarem uma música que fiz pra Mamãe Ruth:

“Mamãe, mamãe. Eu quero hoje, agora agradecer / ... todo o meu amor é pra você. / ... perdoa as travessuras que eu fiz. / Eu quero sempre, sempre, que você seja feliz. / Mamãe, eu amo, você.”

Foi difícil, várias vezes a garganta fechou devido as lembranças e a emoção. Emoção não somente por saber que não veria minha mãe ao voltar pra casa, por não poder mais dar-lhe um abraço e dizer o quanto a amo (...); Mas também por ver nos olhos de muitos alunos a dor do choro por suas mães terem desistido deles (...). Crianças abandonadas, deixadas para trás pela pessoa que eles mais amam na vida – muitos, mesmo sem as conhecerem e transferirem esse amor para um avô ou uma tia que os criou, se angustiaram com um amor que teimava em nascer sem que eles soubessem de onde vinham. Amor por suas Mães. MÃE NUNCA DESISTE DE SEUS FILHOS e FILHOS NUNCA DESISTEM DE SER FILHOS (...).

A imagem central da foto que ilustra essa postagem em homenagem às Mães, foi registrada no dia 13 de janeiro de 2009, quando da minha ordenação ao Ministério Pastoral – sem palavras; Recebi de Mamãe Ruth, uma Bíblia de estudos, que ainda uso. As fotos de minha ordenação possuem um valor sem igual pra mim, pois representam a vitória da INSISTÊNCIA de Mamãe; ela nunca desistiu desse dia. Mesmo quando ele era distante, mesmo quando ele parecia que nunca iria acontecer, mesmo quando ela me ouvia dizer que nunca seria pastor, (...), ela nunca desistiu desse dia – “desse dia” pois ele é eterno, vivo-o até hoje, mesmo, ainda não pastoreando uma igreja novamente. Foram as orações de meus pais que me levaram até o dia 13 de janeiro; Foi sua INSISTÊNCIA em minha vida que me trouxe para Itacoatiara para ficar com ela seus últimos anos – que presente ela me deu; foi sua INSISTÊNCIA por cada um dos filhos que a fez ouvir e ver as músicas executadas pelo Maestro Geraldo Júnior, seu segundo filho, de quem foi corista por algum tempo. Que experiência deve ter sido. Foi sua INSISTÊNCIA que a fez ver sua filha caçula Tânia Rocha se formar design gráfica e posteriormente ocupar um cargo público do Estado do Amazonas. MÃES NÃO DESISTEM NUNCA.

Foi sua insistência em acreditar que eu NASCERA para ser pastor, que tornou real em nossas vidas, o dia 13 de janeiro de 2009, acho que para dois anos depois, em 1º de janeiro de 2011, seu filho, Pastor Alexandre Rocha, celebrasse um Culto ao Senhor, por sua vida – ela havia falecido.
(...)
Mamãe Ruth nunca desistiu de nenhum de nós, não importava o que fizéssemos, o que disséssemos, como agíssemos, com quem andássemos, por onde andássemos, ELA NUNCA DESISTIU DE NÓS, porque MÃES NUNCA DESISTEM DE SEUS FILHOS.
(...)
Mamãe Ruth de Oliveira Rocha nunca parou de nos ensinar, até no dia de sua morte, no evento de seu falecimento ela nos ensinou; Mesmo sabendo que seu coraçãozinho estava parando ela NÃO DESISTIU DE ENSINAR (...), para os estavam diante dela, naquele momento, ela ensinou a SER LIVRE, SER ETERNA.
(...)
Mamãe Ruth nunca desistiu do que acreditava, mas ela sabia desistir. Desistia dos “sem futuro”, desistia do impossível, desistia de ilusões, desistia do que não funcionada, do que não dava certo, desistia do erro, desistia do passado (...). Mamãe Ruth deixou muitos filhos espalhados por esse Brasil, filhos de sua INSISTÊNCIA, filhos que aprenderam com sua teimosia em acreditar neles, quando todos haviam desistido; muitos se tornaram homens e mulheres de bem – (...). MÃES NUNCA DESISTEM.

Finalizo esse texto pedido com muito carinho: NUNCA DESISTE DE SEUS FILHOS, NUNCA DESISTA DE SEUS FILHOS, NUNCA DESISTA DE SEUS FILHOS. PORQUE MÃES NUNCA DESISTEM.


Feliz dia das MÃES.

terça-feira, 25 de abril de 2017

PARABÉNS ITACOATIARENSES!


 Itacoatiara e os itacoatiarenses estão de parabéns. Hoje a Cidade completa mais de um século de existência; no meu entendimento mais de três séculos (...). Mas seja como for, hoje é dia de comemoração. Mas a grave pergunta precisa ser feita: COMEMORAR O QUE?

HONESTAMENTE, não vejo o que comemorar (...), somos o que não deveríamos ser, estamos como não deveríamos estar: atrasados, vivendo no/do passado; buscando no que já está velho inspiração para o novo. Não me refiro exclusivamente à política dos governantes que administraram – e continuam a administrar – o Município; refiro-me também, e principalmente, a como aceitamos ser governados, comandados e legislados (...); estamos aceitando ser menores do que somos. Basta LER a história de Itacoatiara.

Não sou itacoatiarense de nascimento, sou mamauara, nasci e vivi parte de minha vida na cidade de Manaus, lugar que amo; mas o SENHOR decidiu por mim e providenciou que eu viesse, a 10 anos passados, morar aqui na Velha Serpa. Vim e fiquei; não sei se sairei daqui, tornei-me um itacoatiarense de coração, amo esse lugar, gosto de viver aqui, quero contribuir com o que puder para tornar Itacoatiara um lugar melhor.

Quero propor a você, itacoatiarense, que está lendo esse texto, uma reflexão.
Pense, por que a “alegria” das comemorações de “Aniversário da Cidade” estão atreladas a presença ou não dos mandatários que estão no poder? Por que nossas comemorações são sempre ofensivas, contra “esse” ou “aquele” prefeito? Porque os demais poderes – legislativo e judiciário – não se envolvem por conta própria nos festejos promovidos pelo poder executivo? Porque temos que comemorar um aniversário com a cidade carregada de dívidas, problemas estruturais, buracos e desculpas – essas, responsabilizando sempre a gestão anterior pelo caos “deixado”? O QUE HÁ PARA COMEMORARMOS ENTÃO?

Moro aqui desde dezembro de 2007, vim para ficar perto de meus pais, vim de “malas e cuias”; foi aqui que fui ordenado ao Ministério Pastoral – sou e sempre serei pastor, mesmo não estando dirigindo nenhuma congregação –; fui editor do “Itacoatiara Em Tempo”, suplemento do jornal Amazonas Em Tempo até que, por motivos meramente políticos foi extinto; aqui em Itacoatiara, fui feito o primeiro Ouvidor Geral do Município, proporcionando na medida das possibilidades do cargo o “ouvido” para a população, e levando aos meus superiores suas reclamações, e quando possível, atuando na conquista de algumas facilidades para ela, como por exemplo a implantação da 1ª via da carteira de identidade, algo que até o ano de 2010 não havia; aqui em Itacoatiara conquistei um “segundo” Ministério, o de Professor, leciono Ensino Religioso na Escola Estadual Maria Ivone de Araújo Leite; aqui vejo dois dos meus filhos crescerem seguros, mas infelizmente sem nenhuma perspectiva profissional a curto prazo – igual a tantos da geração deles. Com todas essas conquistas pessoais – e familiares – eu afirmo que não há muito para comemorar nesses 10 anos de Itacoatiara.

Porque não? Porque temos um Polo Moveleiro entregue ao descaso com moveleiros abandonados e desamparados pelo Poder Público, por governantes que entram e saem sem realizar absolutamente nada naquele lugar; temos, proporcionalmente, um dos maiores índices de violência infantil em idade escolar do Estado e nenhum dos poderes têm se debruçado sobre o tema, sem querer tirar aproveito dessa desgraça – da mesma forma, com a gravidez infantil; temos um dos piores serviços de internet do mundo e o poder público só reclama e justifica sua incapacidade responsabilizando gestões anteriores; temos um alto índice de desemprego – mas a incompetência culpa a “crise” (...), mas é a crise morar que afeta o País e não a financeira; somos um Município que pratica a política do “pires na mão” pois os gestores que entram e saem periodicamente só “realizam” se tiverem ajuda financeira do Estado ou da União – aí eu pergunto: onde está a de gestão de problemas? Não existe! Não existe porque não são gestores, são políticos, não sabem dar soluções “criativas” para os problemas imediatos e simples? Nossa via de acesso à Capital está toda comida pela erosão e nós aceitamos isso sem nenhuma manifestação – sem falar das vias da própria cidade – , o “asfalto” chega somente ao Município de Rio Preto da Eva, e nunca passa de lá, nunca chega aqui, e “nós batendo em latas”, tentando atrapalhar o trabalho dos governantes, só porque não foram eleitos por nós.

Não temos o que comemorar porque somos uma cidade sem bibliotecas, sem bancas de revista – graças a Deus as Lojas Americanas estão com livros para a população, uma luz no fim desse túnel de ignorância – sem jornais.

É atribuída a monteiro Lobato a frase: “um País se faz com homens e livros.” E é verdade! Sem pessoas comprometidas com a educação, com a leitura, teremos sempre uma sociedade feita de analfabetos funcionais, que apenas decodificam os símbolos da escrita mas não sabem ler de fato, não conseguem “interpretar a realidade”. Lembro que certa vez, comentei isso com um prefeito e ele me retrucou de forma grosseira e prepotente (...), aquela forma desrespeitosa com o Saber está atravessada até hoje na “minha goela”. Mas ele foi honesto consigo mesmo pois é um ignorante. Itacoatiara irá começar a mudar de fato, quando possuir uma biblioteca pública onde a pessoas possam gastar seu tempo lendo livros – os mais diversos livros, inclusive os digitais e pela web; Seremos uma cidade centenariamente evoluída quando tivermos uma imprensa séria – jornais, rádios e televisões – descontaminada das políticas-partidárias. LOUVO AS INICIATIVAS ISOLADAS DOS ITACOATIARENSES QUE CRIARAM A ACADEMIA AMAZONENSE DE LETRAS, na tentativa de minimizar o estrago causado pela falta de leitura, PARABÉNS AMIGOS. Mas ainda é pouco, muito pouco. Precisamos de uma Biblioteca Pública, cheia de livros históricos, científicos, jurídicos, eletrônicos, virtuais, jornais, tudo isso, de preferência em vários idiomas. Mas, isso só será possível quando existirem governantes interessados em educar o povo.

Infelizmente AINDA não temos o que comemorar. Perdoem-me a honestidade.

MAS HÁ O QUE PARABENIZAR. Parabenizo aos ITACOARIARENSES que ainda SONHAM e TRABALHAM por um Município desenvolvido; Parabenizo aos ITACOATIARENSES que levantam todos os dias para fazerem da nossa linda cidade um lugar melhor; Parabenizo aos ITACOATIARENSES, que iguais a mim, vieram de longe e aqui fincaram raízes, por amor; Parabenizo a todos os ITACOATIARENSES, que não desistiram e nunca desistirão de transformar essa Cidade na MELHOR CANÇÃO DO MUNDO.

Termino esse desabafo com a poesia/hino da Cidade de Itacoatiara, que representa pra mim, a mais profunda, verdadeira e honesta declaração de amor e confiança que dias – e pessoas – melhores virão.

HINO DE ITACOATIARA
Letra e Música: Madre Rita de Cássia – 1958
Arranjos originais: Maestro Geraldo Dias da Rocha Júnior – 1997.

Vestida bem de verde como a esperança,
Eu vivo, eu sonho, eu sou feliz.
Assim como um celeiro de bonança,
Eu sou querida filha do País.

Riquezas trago muitas em meu seio,
Confiante de meu porvir.
Eu sinto nas veias um devaneio,
De quem vive sempre a sorrir.

Filha de um grande Amazonas,
Menina Itacoatiara vive assim.
Com ares de prima-dona,
Que grande orgulho eu sinto em mim.

Olhando o Rio revolto,
E a serpente raivosa a vibrar,
Eu tenho um presente venturoso.

Crescer, viver, reinar.

domingo, 23 de abril de 2017

IMPORTA É QUE SEJAMOS TODOS SALVOS.



A simplicidade da Salvação perdeu lugar para as filosofias teológicas que tentam explica-la de forma mirabolante; a beleza da Graça deu lugar às guerras religiosas e doutrinárias, que tristemente têm significado pessoas e ajuntamentos. Esse antagonismo religioso e doutrinário transformam amigos em inimigos, separam familiares, motivam a matança generalizada, promovem a destruição e incentivam o genocídio. Ou seja, alimentam o ódio. Mas, tudo em “nome de um deus, aleluia” (...).

No dia 20 de abril, o amigo e irmão João Alexandre postou um texto que me fez refletir sobre um silêncio auto imposto (...), reproduzo-o abaixo:

“Me perdoem os que pensam diferente de mim, mas não tenho coragem de fazer Música que subjugue a inteligência das pessoas!
Se o principal objetivo da Música, enquanto forma de Arte criada por Deus, seja ela popular ou cristã, não for o ensino e o amadurecimento intelectual e espiritual das pessoas, na minha humilde opinião, ela serve pra nada ou quase nada!!!
Música como entretenimento puro e simples, pode até tirar os pés do chão mas nunca há de colocá-los no chão de volta!”

Esse é o discernimento tácito dos Salvos. Aqueles quem não conhecem o “silêncio da Salvação” a harmonia promovida pela Graça acolhedora do DEUS ETERNO não sabem do que meu amigo fala; porque Salvação não é “toque do boi”, Salvação não é alarde e gritaria, Salvação não vem por meio de “obras superfaturadas” de “dízimos e ofertas”, Salvação é nada disso!!! Salvação é Música de DEUS para a execução humana. Ele é o autor, nós os executores.

Na Música, cada executor, por sentir, perceber, degustar de forma individual e fazer de sua execução algo único e diferenciado – falo da Música que vem do Alto. Da mesma forma a Salvação, cada execução é única e diferenciada. Algo distante do que fazem as doutrinas e credos religiosos, que a todo custo tentam regrar a GRAÇA e aprisionar a VIDA.

Particularmente, como publicitário e conhecedor de alguns dos signos da comunicação de massa, não acredito que o logotipo formado pelas hastes cruzadas seja a real representação do “lugar da morte” do Messias Jesus (até porque o termo hebraico do lugar do Sacrifício Salvador é “IaTeD”, madeiro, conforme proferido de forma contraída na sílaba “IT” de Bereshit, a primeira profecia de Salvação), acho que a “cruz” é a maior contribuição de marketing publicitário deixada por Constantino para os profissionais da área (risos), mas não o “lugar da morte”. Porém esse meu entendimento, não me torna inimigo dos que acreditam na “cruz” como marca salvífica. O lugar da morte, honestamente não me interessa, sim a morte. Sem ela a Salvação não existe.

Sem morte não há ressurreição, sem ressurreição não há vida, sem vida não há existência, sem a existência DEUS é facilmente improvável, sem DEUS não há Salvação. A Morte do Primogênito é a prova cabal da existência da Salvação; não há como dissociarmos a Salvação da Morte. Se “somos entregues à morte todo dia” (Romanos 8:36), também SOMOS SALVOS TODO DIA!

Importa que é sejamos Salvos, pois essa é a ordem do Salvador e o Desejo do PAI do Salvador; não importam o que as teologias, as filosofias, as doutrinas, os dogmas, os credos dizem, nada disso importa. SÓ IMPORTA É VIVERMOS ESSA TÃO GRANDE SALVAÇÃO.

Importa porque “DEUS ama o mundo de uma maneira tão grande, que é capaz de entregar seu primeiro único filho para morrer por todos aqueles que acreditam, que por meio da morte desse filho, não permanecerão mortos, mas existirão para sempre.” (João 3:16 – em tradução livre).


DEUS seja com cada um de nós.

domingo, 16 de abril de 2017

JESUS JÁ RESSUSCITOU. VOCÊ JÁ NASCEU DE NOVO HOJE?



A maior de todas a vitórias, o fato histórico que nos garante a esperança contra toda e qualquer morte é sem dúvida nenhuma a crença na ressurreição de JESUS. Quem não acredita nela, creio que tem dificuldades de ter esperança, pode ter dificuldades para ancorar suas expectativas de vencer alguns difíceis desafios que a vida apresenta.

A ressurreição de JESUS é a prova cabal que ele cumpriu a primeira profecia Bíblica; Sua ressurreição evidencia sua obediência às ordens DIVINAS, escritas – e escondidas – no primeiro Livro Bíblico – BERESHIT. Não há outra palavra, não há outro termo, não há outra ordem, não há outra profecia, aos seres humanos, antes de BERESHIT; Ela é primeira de todas!

A RESSURREIÇÃO DE JESUS MOSTRA QUE OS OBEDIENTES, MESMO QUE MORRAM POR CUMPRIR AS ORDENS DE DEUS, SEMPRE NASCERÃO DE NOVO POR TÊ-LAS CUMPRIDO.

É interessante como nossos sentidos completam o que está incompleto, como mostra a ilustração dessa matéria. Nela não está escrita o nome “JESUS”, estão escritos pedaços desalinhados das letras desse nome, mas nosso cérebro preenche as lacunas e “escreve” diante de nossos olhos o nome completo. Essa capacidade pode ser uma virtude ou um defeito, dependendo de como e quando a usamos. No exemplo acima, não existe nome escrito, mas nossa mente, movida por diversos fatores QUER que ler o nome “JESUS”, ENTÃO ELA VAI LÊ-LO MESMO QUE NÃO ESTEJA ESCRITO. O contrário também acontece.

Muitas vezes lemos o Texto Sagrado dessa forma, completando “lacunas” produzidas por fatos não entendidos com fatos imaginários que entendemos. O mesmo ocorre no episódio da ressurreição de JESUS. Aquele homem com pouco mais de 30 anos, nasceu e morreu como homem mas ressuscitou feito – transformado – em Filho de Deus, o escrito do primeiro capítulo da carta aos Romanos mostra claramente isso.

“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus. Que antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, PELA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS, Jesus Cristo, nosso Senhor...” Romanos 1:1 a 4

O que está escrito mas ninguém lê, é o que propositalmente destaquei: “PELA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS”. Sem ressurreição JESUS não seria Filho de Deus; sem ser Filho de Deus, não poderia ser o Salvador da humanidade em nós; sem ser o Salvador não, sua vida não teria sentido algum. É a ressurreição do homem JESUS que faz nascer o FILHO de DEUS. Esse é um mistério maravilhoso que não ouso revelar sem Ordem.

Porém, antes da ressurreição a morte é necessária. NÃO HÁ RESSURREIÇÃO SEM MORTE! Nos dias pós-ressurreição, não há mais a necessidade de morrermos fisicamente para ressuscitarmos também fisicamente, essa etapa é vencida pela eternidade, pois crendo na ressurreição de JESUS como Filho de Deus, nos tornamos eternos – como Ele é eterno – e, mesmo que deixemos de viver – morrendo – continuaremos sendo eternos. Isso implica entender que “vida” é uma coisa e “eternidade” é outra. Muitos de nós viveram eternamente, JESUS está eternamente vivo. Mas esse filosofismo espiritual para nada nos adianta se não cumprirmos um ritual determinado exclusivamente a nós, seres – ainda – humanos: NASCER DE NOVO.

Nascer de Novo não é uma ação ou uma atitude, um comportamento celeste ou divino é algo meramente humano, terrestre, e é JESUS quem afirma isso:

“Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” João 3:12

O trecho acima é parte do diálogo entre JESUS e o velho e sábio Rabino Nicodemos; o sábio perdeu-se entre o céu e a terra na conversa com JESUS, Ele mostrou-lhe que antes do Céu está a Terra “...ninguém sobe ao céu, senão da terra...”.

Como já escrevi antes, Nascer de Novo é sair do lugar estreito, deixar velhos costumes, abandonar antigos comportamentos, viver uma nova vida dentro da existência que se tem.

JESUS realizou o trabalho mais difícil, cumpriu a ordem de BERESHIT, inocentando, salvando da punição pela desobediência de Adão e Eva, até o último ser humano que nascer no planeta terra; a ordem de BERESHIT é MORRER PARA SER FILHO DE DEUS E FAZER OUTROS FILHOS DE DEUS. A nós, caba somente NASCER DE NOVO A CADA DIA, EM CADA SITUAÇÃO, EM TODOS OS MOMENTOS.

Nasça de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo ... quantas vezes forem necessárias, porque enquanto estivermos vivos, NASCER DE NOVO É A NOSSA RESSURREIÇÃO.

DEUS seja conosco.

FELIZ NOVO NASCIMENTO.


LOUVADO SEJA DEUS POR SUA MISERICÓRDIA EM TER RESSUSCITADO JESUS, SEU FILHO.