"Sempre fomos livres nas profundezas de nosso coração, totalmente livres, homens e mulheres.
Fomos escravos no mundo externo, mas homens e mulheres livres em nossa alma e espírito."
Maharal de Praga (1525-1609)
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terça-feira, 12 de maio de 2020

JESUS O SALVADOR

Você já imaginou como seria se pudesse saber o dia da sua morte? E mesmo assim, mesmo que tentasse não pudesse evitar esse acontecimento, a sua morte? Penso que qualquer pessoa que viesse a possuir tal informação iria no mínimo se preparar para esse momento.

 

Imagine se no dia marcado para sua partida, a morte como um personagem horrendo surgisse diante de você e lhe dissesse:

 

“Hoje é seu dia de ir comigo. Agora é o momento de você deixar este mundo e se apresentar diante do criador”.

 

Nesse momento, diante dela, você pediria clemência e pediria para continuar vivo. Mas ao invés de responder seus pedidos de clemência ela lhe faria algumas perguntas:

 

“Porque você quer continuar vivo, se você só reclama do que tem e não cria espaço dentro de si para ter mais e nem ser grato?

 

Para que você quer viver mais, se todas as noites, antes de dormir, você reclama do excesso de trabalho e ao acorda reclama porque vai trabalhar com sono?

 

Por qual motivo, estar vivo é importante pra você, se você não cuida do seu corpo, não cuida da sua saúde mental, não cuida das suas emoções e só alimenta seu ser com tudo que mata?

 

Qual a razão para continuar vivo se na maior parte do tempo de existência você só busca prejudicar seu semelhante, só faz o mal para quem nada faz contra você, só busca o poder e a proeminência, ser aplaudido ou temido pelos demais?

 

Para que continuar vivo se sua alma já está morta faz tempo?

 

Porém, não posso levar você comigo agora porque alguém já morreu no seu lugar.”

 

Então, silenciosa e reverente, ela se afastaria lhe deixando estarrecido, perplexo, atônito com aquela boa notícia. Antes de sumir nas sombras ela diria a você: “ele morreu no seu lugar agora viva a vida dele.”

 

Distante de ser uma fábula ou uma mera parábola, esse relato pode ser bem real para quem acredita que Jesus morre a nossa morte todas as vezes que ela vem antes da determinação Divina.

 

Aceitar essa verdade que é espiritual, mas completamente atual e factível, diária e humana, faz de nós seres salvos pelo salvador Jesus.

 

Ninguém que acredita e aceita Jesus como seu salvador precisa morrer contaminado pelo coronavírus ou em consequência de alguma enfermidade agravada pelo contágio, Ele já morreu em nosso lugar e essa é a boa notícia, esse é o verdadeiro evangelho da salvação.

 

Lembro de um relato interessante no evangelho de João onde Jesus, antes de morrer diz: “ninguém tira minha vida de mim, eu a dou por espontânea vontade.” Quando, naquele contexto e momento histórico ele se entregou à morte por vontade própria, gravou na eternidade, num loop contínuo, o mesmo ato; MORRE EM NOSSO LUGAR, TODAS AS VEZES que somos expostos a ela. Àqueles que o aceitam como salvador de vidas, passa a mesma autoridade sobre a morte, e mais, dá a elas a certeza de que a vida é para sempre. Basta na nesta verdade: JESUS É O ÚNICO QUE PODE SALVAR DA MORTE.

 

Mas você pode estar se perguntando: “então não vamos morrer nunca mais?” Ao que respondo: claro que vamos morrer, a morte é a única certeza que temos na vida. Mas o momento de morrer é um instante negociável com Aquele que detém o poder de dar e tirar a vida, o próprio Deus, e esse poder Ele deu a Jesus, o salvador de vidas.

 

Não há vida longe daquele que venceu a morte. Não há vida sem crer na existência do Criador da vida, Aquele que ama tanto a todos, que ainda entrega, todos os dias, seu filho primogênito para morrer e salvar, todas as pessoas que acreditarem e aceitarem Jesus, o filho de Deus como salvador de suas vidas.

(...)

E mesmo no dia que nossos corpos cansados da lida do ensino de viver em paz com Deus e com a vida, decidir descansar, continuaremos vivos nas vidas daqueles a quem nos doamos e vivos para sempre na presença do Senhor do toda a vida.

 

Acredite que Jesus pode ser o salvador da sua vida. Aceite a ele como salvador da sua existência. Acredite que ele já morreu por você. E apenas viva a sua vida como ele viveria.

 

A todos que precisam de salvação.

 

 

Alexandre Rocha

Itacoatiara, 11 de maio de 2020.

57º dia de isolamento social.


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

QUANTOS JESUS?


Entendo perfeitamente que muito do que está escrito na Bíblia é figura de linguagem em suas várias formas. Mas isso não tira a força profética e até divina do que Nela está registrado. Sei também que há uma tremenda diferença entre as inúmeras tradução feitas a partir de um mesmo texto original; também enormes diferenças entre o que dizem os originais gregos e o que se estabelece como verdade no multiverso do idioma hebraico.

Devido essas e muitas outras facetas é que muitas pessoas põe dúvidas nas veracidade das escrituras sagradas.

Eu, em minha limitação de conhecimentos tento entender o que posso e seguir questionar do que não ainda entendo. Nesse caleidoscópio bíblico uma passagem me chama atenção pela beleza mas me assusta pela força, evangelho de Mateus, capítulo 25, dos versos 31 ao 46, quando Jesus se confunde com pobres, famintos, mendigos moribundos, presidiários, necessitados.

Não ponho dúvidas nas profecias bíblicas mesmo entendendo que Ela está cheia de figuras de linguagem. Sei que Jesus, no texto referido, não se encarna na capa humana dos presos, famintos, viajantes, etc., sei que é figurativo e aí está a força do texto, o poder da mensagem, o cerne do ensino. Esse ensino só pode ser apreendido quando somos expostos a outro texto, 1a. Carta de João, capítulo 4, verso 20:

''Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.'' (I João 4:20)

A conclusão se faz inevitável com uma pergunta: se eu, caminhante da vida no século XXI não tenho a menor capacidade de me condoer com o infortúnio de pessoas presentes e visíveis no mesmo espaço temporal que eu, como poderia declarar algum tipo de sentimento verdadeiro por alguém que não vejo e que está para além do entendimento humano? Essa discrepância se apresenta com mais força daqui por diante, pois estamos nos tornando mais virtuais (impessoais).

É de incomodar ter pessoas batendo em nossa porta pedindo ajuda, seja ela dinheiro, comida, ou para sanarmos, dizimarmo, qualquer outra necessidade sua, mas segundo a profecia bíblica essa é a função das ovelhas, dos filhos de Deus, dos benditos do Pai.
(...)
Duas são as lições que podem ser tiradas, a primeira é que não somos diferentes uns dos outros, apenas vivemos momentos vivenciais distintos e oscilantes, a segunda é que para podermos agir dessa forma precisamos olhar para Jesus como um semelhante a nós, um ser humano, caso não entendamos isso viveremos uma existência morta em nossos pseudos poderes, arrogâncias e negação da crença proferida.

Quantos incômodos Jesus já socorremos esse ano?